A visão geral, não apenas nos Estados Unidos, é de que a economia europeia contemporânea é um pato manco. Como observou o vencedor do Nobel Paul Krugman em um texto recente no Substack sobre essa questão, que se baseia em um importante trabalho anterior de Seth Ackerman, "há... uma percepção generalizada de que a Europa está vivendo de suas glórias passadas, de que está ficando para trás em relação aos Estados Unidos e à China de maneiras que minarão sua capacidade de manter sua posição econômica no mundo".

De fato, justamente esse temor anima relatórios produzidos recentemente na Europa, notadamente a análise altamente influente de Mario Draghi, publicada em 2024.Fazer tais comparações é difícil. Não há dúvida, por exemplo, de que os EUA há muito estão em outro patamar quando se trata de tecnologias digitais avançadas e, hoje em particular, de inteligência artificial. Da mesma forma, ser um Estado único dá aos EUA uma vantagem insuperável quando se trata de criar e exercer instrumentos de poder nacional.

Ao mesmo tempo, devemos lembrar aquelas palavras ousadas sobre "vida, liberdade e busca da felicidade" na Declaração de Independência. A expectativa de vida para homens americanos era de 76,5 anos em 2024, contra uma média de 80,5 em países comparáveis de alta renda. Para as mulheres, era de 81,4 contra 84,8. E isso apesar de gastar uma proporção muito maior de seu PIB em saúde.