Em documentação enviada ao ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), a Polícia Federal afirma que há indícios de que a presidência da Câmara autorizou a assessora parlamentar Mariângela Fialek a desviar emendas para o ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos-MG).

A apuração embasou a ordem de Dino para bloquear R$ 6,15 milhões de Cunha pela suposta ingerência ilegal no direcionamento das verbas.

Os documentos da PF reproduzidos na decisão do ministro do STF não citam o nome do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), mas os diálogos entre Cunha e Mariângela e a liberação das verbas ocorreram em 2025, quando ele comandava a Câmara.

"Tudo indica que Tuca [apelido de Mariângela] contava com pleno aval da presidência da Casa para promover os desvios de emendas em favor de Eduardo Cunha, intensificando um altíssimo grau de promiscuidade na deliberação do chamado orçamento secreto", afirma a PF.

O presidente da Câmara ainda não se manifestou sobre a decisão de Dino e a apuração da PF.