A bioquímica húngara Katalin Karikó, 71, chegou à sala de imprensa da 75ª Reunião do Prêmio Nobel de Lindau, na Alemanha, vestida de tênis, meias coloridas, calça jeans, camiseta e jaqueta de microfibra. O único adereço que sugere sua profissão é o colar de prata no formato da molécula pseudouridina —a ferramenta necessária para que o corpo não rejeite vacinas de RNA mensageiro.

Foi a descoberta dessa característica da pseudouridina, feita por Karikó e pelo americano Drew Weissman, 66, que contribuiu para o desenvolvimento da vacina contra Covid-19 da Pfizer e da Moderna. A pesquisa rendeu à dupla o Nobel de Medicina em 2023.

Sobre a joia, que usa com frequência, Karikó diz: "Foi um presente do meu marido [o engenheiro mecânico Béla Francia], que comprou pra mim na loja de presentes do Museu do Nobel [em Estocolmo, na Suécia] quando a gente estava lá para o meu prêmio."

"Na seção de Física e Química, havia vários colares, mas, como os vencedores eram sempre homens, não deviam vender muitos", brinca Karikó, acrescentando que seu marido conseguiu um desconto de 20% quando mencionou que era um presente para a laureada daquele ano. "Foi aí que descobri que tenho esse desconto vitalício nessa loja."