Omar Yaghi, um dos ganhadores do Prêmio Nobel de Química do ano passado, deixou seu cargo de professor na Universidade da Califórnia, em Berkeley (EUA), para assumir uma posição na China. No país asiático, ele vai liderar um instituto que usa inteligência artificial para acelerar a descoberta de materiais.

A mudança de Yaghi ocorre em meio às contínuas interrupções do governo Trump no financiamento da ciência nos EUA e aos esforços dos chineses para atrair cientistas, oferecendo-lhes um cenário com orçamentos generosos.

Recentemente, a Universidade Tsinghua, em Pequim, recebeu Yaghi em uma cerimônia de nomeação, chamando-o de um dos maiores químicos do mundo. A universidade disse que ele enxergou o novo cargo como uma oportunidade "não para desacelerar, não para repetir o que já foi feito, mas para fazer ciência com mais energia, mais intensidade e mais ambição do que nunca".

"A China está aumentando seu investimento em ciência de modo geral, incluindo química", disse Alessandra Zimmermann, analista de orçamento da Associação Americana para o Avanço da Ciência, um grupo científico sediado em Washington, D.C. As melhores métricas de realização científica, acrescentou ela, mostram que a China "tem superado os EUA em artigos de química de alto impacto".