Os Correios seguem atolados em prejuízos recordes, mesmo depois de terem recebido aval do Tesouro Nacional para um empréstimo de R$ 12 bilhões no final de 2025.

Já a contrapartida prometida —um plano de reestruturação com redução de despesas, corte de agências e contenção de pessoal— não foi implementada de forma consistente e agora enfrenta o risco de interrupção.

Sob ameaça de greve dos funcionários, a direção dos Correios suspendeu temporariamente parte do ajuste. Até 31 de julho, estarão parados o fechamento de agências e centros de tratamento (das 1.000 unidades previstas, apenas 256 já haviam sido fechadas), entre outros cortes.

Enquanto isso, o prejuízo se acumula. No ano passado, o rombo foi de R$ 8,5 bilhões. No primeiro trimestre deste 2026, já chegou a R$ 3,1 bilhões, quase o dobro do contabilizado no mesmo período do ano anterior. A direção agora busca mais R$ 7 bilhões em novo financiamento.

A operação anterior foi objeto de reservas. O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu inquérito para apurar a conduta de servidores do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na concessão da garantia que viabilizou o empréstimo.