Após o fim de um casamento de mais de duas décadas, a empresária Andreia Pedrosa, 45, recorreu aos aplicativos de relacionamento. Não demorou muito para perceber que aquilo não era para ela. Frustrada com conversas vazias e mecânicas, ela logo passou a frequentar eventos de gastronomia para solteiros em busca de conversas reais.
"Aplicativos podem ser exaustivos. As interações costumam ser frias, baseadas na imagem que o outro deseja projetar e sem a percepção real que temos no contato presencial", diz Andreia, que é sócia cofundadora da Linkmex Trade, uma consultoria de comércio exterior.
Solteiros com mais de 40 anos de idade têm trocado as plataformas digitais por experiências ao vivo, em encontros pensados para eles: festas, oficinas e jantares coletivos onde a conversa flui sem filtros e a química se revela (ou não) na hora.
Andreia conta que passou recentemente por uma experiência do tipo no evento culinário Pasta Date nas Alturas, realizado no Farol Santander, no centro de São Paulo. Ali, ela afirma, preparar um prato em grupo estimula a conversa e reduz o uso do celular. Tarefas compartilhadas criam intervenções naturais, e um erro na receita vira motivo de risada.
"Quando estamos frente a frente, captamos o tom de voz, os gestos e as nuances que o digital não permite. Prefiro estar aberta a oportunidades que surjam de forma espontânea", diz ela, acrescentando que, embora ainda não tenha avançado na paquera, os eventos já renderam novas amizades.







