Dois anos atrás, Fernanda R. desinstalou seus aplicativos de namoro e jurou que não iria mais usá-los. Mas seus amigos começaram a encontrar parceiros online e todos contavam as mesmas histórias de esperança.
Por isso, algumas semanas atrás, a jovem de 29 anos, que trabalha como consultora internacional, decidiu tentar novamente e reinstalou alguns dos aplicativos. Ela pediu para manter seu sobrenome em sigilo. "Achei que talvez as coisas fossem diferentes desta vez", diz Fernanda.
Mas ela estava errada. Pouco tempo depois, a jovem estava gerenciando diversas conversas ao mesmo tempo, observando compulsivamente seu telefone celular e cedendo à pressão permanente de ser uma pessoa espirituosa e interessante.
"Parece simplesmente esmagador", ela conta. "Existe uma pressão invisível. Ela começa a afastar você das suas amizades reais, do seu trabalho."
O algoritmo inundou sua vida de pessoas, mas nada se encaixava. Fernanda não conseguia parar de imaginar o que isso dizia sobre ela. Ela se sentia mais solitária do que nos dois anos que passou solteira.










