Declaração foi feita em uma reunião com diretórios regionais de partidos políticos nesta sexta-feira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro em reunião com partidos — Foto: Divulgação TRE-RJ RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/07/2026 - 19:10 TRE-RJ Exige Rigor na Seleção de Candidatos: Foco em Segurança e Combate ao Crime Organizado O presidente do TRE-RJ, Claudio de Mello Tavares, pediu aos partidos que evitem registrar candidatos ligados a crime organizado ou milícias, afirmando que "não vai passar" pela Justiça Eleitoral. Em reunião com partidos, Tavares propôs um pacto para prevenir irregularidades e destacou a importância de uma análise rigorosa dos candidatos. O TRE-RJ também busca reforço federal para garantir segurança nas eleições, especialmente em áreas de risco. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), o desembargador Claudio de Mello Tavares, cobrou os partidos políticos para que atuem como um filtro ao evitar registrar candidatos com ligações com crime organizado. A declaração foi feita em uma reunião com diretórios regionais de partidos políticos nesta sexta-feira. Claudio Tavares disse propor "um pacto de colaboração mútua" entre a Justiça Eleitoral e as siglas para que o combate às irregularidades seja também preventivo. Ele reforçou que a Corte irá tratar com rigor a análise de possíveis vinculações entre candidatos e grupos criminosos. — Este tribunal reafirma que analisará com rigor todos os pedidos de registro de candidaturas, sobretudo de candidatos que tenham ligação com crime organizado ou com as milícias — disse o desembargador, acrescentando que os partidos são a "primeira linha de defesa da legitimidade do processo eleitoral" — Cabendo aos senhores depurar e avaliar com cautela os nomes submetidos às comissões partidárias partidárias que se avizinham. O desembargador afirmou ainda que a verificação das vinculações criminosas dos candidatos deve ser feita antes mesmo da homologação das candidaturas nas convenções partidárias. — Se passar pelos senhores, certamente não vai passar por aqui não. Nós estamos fazendo um trabalho de inteligência aqui e a sociedade não aguenta mais tanta insegurança. Inadmissível que um candidato ligado ao tráfico ou milícia possa ocupar uma cadeira de deputado estadual, deputado federal, seja no legislativo ou no executivo. O tom da fala foi repetido por outros desembargadores do TRE-RJ que estavam presentes na reunião. O vice-presidente e corregedor regional eleitoral, desembargador Fernando Cerqueira Chagas, reforçou a declaração de Tavares: — Nós temos aqui uma comunhão de interesses. É inconcebível que nós tenhamos candidatos ligados ao crime, de qualquer forma, de qualquer maneira. Pensem bem a responsabilidade que os senhores têm como presidentes, os partidos, de fazerem essa esse filtro. Antes do início da reunião, Tavares disse que o tema é uma prioridade do TRE-RJ. Ele explicou que o primeiro exame sobre indícios de relações entre candidatos e o crime organizado cabe ao procurador regional eleitoral, que irá receber relatórios de inteligência da Polícia Civil, Militar, Federal e de órgãos de inteligência do estado. Caso entenda que há motivos para impugnar a candidatura, levará a questão à Corte. Tavares afirmou ainda que mantém interlocução com o TSE e que o atual presidente do tribunal superior, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques, entende que o estado precisa "ser olhado de uma forma diferenciada". Mapeamentos da situação no Rio de Janeiro são enviados para Brasília. — Tem candidatos que estão envolvidos com o tráfico ou a milícia, mas que já estão com a certidão limpa. Não tem nenhum nenhuma anotação criminal (...) A polícia está trabalhando com inteligência, ou seja, está fazendo um trabalho preventivo. Trazendo elementos robustos e concretos que o candidato esteja ligado à facção, ele terá sua candidatura indeferida. Reforço na segurança Nesta quinta-feira, o TRE-RJ aprovou o pedido do governador Ricardo Couto para que reforço federal seja enviado ao estado para garantir segurança durante as eleições. A solicitação será, agora, enviada ao TSE, que decidirá se concede o apoio. Segundo Tavares, o tribunal trabalha no momento em verificar as áreas de risco, onde há presença do crime organizado, para determinar onde instalar urnas eletrônicas, modificando locais de votação. — As pessoas estão apavoradas. Hoje nós temos um nível de avanço muito grande do Comando Vermelho nas comunidades. Nós estamos nos esforçando para encontrar local de votação para onde a gente possa trazer segurança para o eleitor. Tem bairro, por exemplo, que não é tão simples assim. Nós temos que fazer um estudo técnico para garantir a segurança do eleitor — disse Tavares nesta sexta-feira. Nesta quinta-feira, o TRE-RJ anunciou também ter inaugurado o Gabinete Extraordinário de Segurança Institucional (Gaesi) para as eleições 2026, com representantes das forças de segurança municipal, estadual e federal. As instituições que integram o Gaesi já fazem parte do Grupo de Trabalho Unificado de Defesa da Integridade Eleitoral. Essa iniciativa atua em duas frentes. Na primeira, substitui locais de votação em áreas de risco para garantir o voto livre. Na segunda, compartilha dados de segurança e inteligência para barrar candidaturas vinculadas ao crime organizado.
Presidente do TRE-RJ cobra partidos para que não registrem candidatos ligados ao tráfico ou milícia: 'Não vai passar'
Declaração foi feita em uma reunião com diretórios regionais de partidos políticos nesta sexta-feira







