Oito instituições de justiça, como o Ministério Público do Trabalho e o Tribunal de Justiça do Rio, assinaram a iniciativa, que prevê compartilhamento de denúncias e palestras e workshops Autoridades da justiça assinam acordo de cooperação técnica contra assédio eleitoral; ao centro, o presidente do TRE-RJ — Foto: Divulgação / TRE-RJ RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/05/2026 - 13:12 TRE-RJ e instituições se unem contra assédio e violência política O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) firmou um acordo com outras sete instituições de justiça para combater o assédio eleitoral e a violência política, especialmente contra mulheres, nas eleições. A iniciativa inclui o compartilhamento de denúncias, palestras e workshops, destacando práticas como ameaças de demissão por preferências políticas. O projeto "Trabalho Livre, Voto Livre" visa orientar sobre assédio eleitoral e encorajar denúncias, promovendo respeito e liberdade no ambiente de trabalho. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um acordo de cooperação técnica para prevenção e enfrentamento a assédios moral e eleitoral e combate à violência política, especialmente contra mulheres, durante as eleições, foi assinado nesta quinta (20), entre o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) e outras sete instituições de justiça. A medida visa a coibir situações como ameaças de demissão por preferências políticas ou exigências de voto por patrões. O presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, destacou a importância da medida — A atuação integrada entre os órgãos participantes buscará fortalecer o enfrentamento ao assédio eleitoral, com acolhimento e escuta qualificada das vítimas e responsabilização dos infratores, promovendo ambientes profissionais pautados em respeito, ética e liberdade de pensamento. Durante o evento da assinatura do acordo, no Grande Hall do Palácio da Democracia, sede do TRE-RJ, Tavares citou exemplos de atos que configuram assédio eleitoral. — Ameaçar demitir o empregado caso o candidato perca, demitir o funcionário se determinado candidato vencer a eleição, pedir para funcionários gravarem vídeos de apoio político, distribuir panfletos ou compartilhar postagens em redes sociais e, ainda, usar reuniões de trabalho para fazer campanha são exemplos de condutas nocivas — complementou o presidente. O acordo foi assinado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT1), Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), OAB-RJ, Procuradoria Regional Eleitoral, Procuradoria Regional da República e Ministério Público do Trabalho (MPT) Além de punir e reprimir atos de assédios eleitorais, o acordo pretende eliminar a violência de gênero nos processos eleitorais, oferecendo suporte e educação para coibir práticas discriminatórias e "promover um ambiente eleitoral justo e seguro". Entre as medidas previstas estão promover a troca de informações e de estudos, com a participação em workshops e seminários, receber e encaminhar mutuamente notícias de irregularidades relacionadas aos temas, por meio das ouvidorias dos órgãos envolvidos, realizar campanhas de conscientização sobre o tema e organizar fóruns de discussão com representantes de todas as instituições envolvidas. “Trabalho Livre, Voto Livre” Uma das práticas implementadas pelo acordo é o projeto “Trabalho Livre, Voto Livre”, que prevê a realização de visitas técnicas, palestras, workshops, rodas de conversa, produção de materiais educativos e parcerias institucionais com o Ministério Público do Trabalho, OAB-RJ, sindicatos e federações empresariais. O objetivo é orientar sobre condutas que configuram assédio eleitoral e suas consequências legais, além de incentivar denúncias por meio dos canais oficiais. — Estamos selando um compromisso com a essência da democracia. Quando assumi a Ouvidoria, trouxe comigo uma inquietação: como garantir que o voto não fosse maculado pelo medo ou pela coerção no ambiente em que as pessoas buscam o seu sustento? — explicou a idealizadora do projeto, a ouvidora-chefe do TRE-RJ e desembargadora eleitoral Manoela Augusta Dourado. — A Ouvidoria não pode ser apenas um balcão de reclamações, mas um agente ativo de transformação social e proteção de direitos fundamentais.
TRE-RJ firma acordo para coibir assédio eleitoral e violência política, especialmente contra mulheres
Oito instituições de justiça, como o Ministério Público do Trabalho e o Tribunal de Justiça do Rio, assinaram a iniciativa, que prevê compartilhamento de denúncias e palestras e workshops













