Martha Ann Lillard dependia do equipamento desde 1953; máquina dos anos 1940 estava se deteriorando e já não havia peças nem especialistas para repará-la 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Martha Lillard num 'pulmão de ferro' — Foto: Reprodução | YouTube RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/07/2026 - 18:09 Martha Ann Lillard, última usuária de pulmão de aço nos EUA, morre aos 78 anos em decorrência de Covid longa. Martha Ann Lillard, última americana a depender de um "pulmão de aço", faleceu aos 78 anos em Oklahoma, vítima de complicações da Covid longa. Desde 1953, após contrair poliomielite, Lillard usava o equipamento quase obsoleto para respirar, devido à sua paralisia e capacidade pulmonar reduzida. A deterioração do pulmão de aço, sem peças e técnicos disponíveis, agravou sua situação. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Martha Ann Lillard, considerada a última pessoa nos Estados Unidos a depender de um "pulmão de aço" para respirar, morreu aos 78 anos. Moradora de Shawnee, no estado de Oklahoma, ela viveu por mais de sete décadas ligada ao equipamento após contrair poliomielite aos 5 anos, em 1953, apenas dois anos antes da introdução da vacina contra a doença no país. Segundo familiares, Lillard morreu em 26 de junho em decorrência de complicações da Covid longa. Sua situação também havia sido agravada pela deterioração do "pulmão de aço", equipamento médico fabricado na década de 1940, que já não podia ser consertado por falta de peças de reposição e de profissionais com conhecimento para repará-lo. O pulmão de aço é um respirador mecânico de pressão negativa que envolve quase todo o corpo do paciente e cria alterações de pressão para permitir a expansão dos pulmões, sendo utilizado principalmente durante as grandes epidemias de poliomielite da primeira metade do século XX. Com o avanço dos ventiladores mecânicos modernos e o controle da doença por meio da vacinação, o equipamento tornou-se praticamente obsoleto. Pulmão de aço em 1960 nos Estados Unidos. — Foto: CDC Public Health Image Library Lillard contraiu poliomielite pouco depois de completar cinco anos. A doença a deixou parcialmente paralisada e com apenas cerca de 25% da capacidade pulmonar. Após passar cerca de seis meses internada, ela continuou usando o pulmão de aço pelo resto da vida, afirmando que o equipamento era o único que lhe proporcionava conforto e permitia respirar adequadamente. Apesar das limitações físicas, Lillard levava uma vida ativa. Pintava, assistia a filmes clássicos e cuidava de cães da raça beagle. Nos últimos anos, porém, desenvolveu síndrome pós-pólio e, posteriormente, Covid longa, o que a obrigou a permanecer no equipamento em tempo integral. Martha Ann Lillard fala de dentro de seu pulmão de aço oito dias antes de morrer — Foto: Reprodução | TV KFOR Oklahoma's News 4 Ela já havia alertado, em entrevistas anteriores, sobre a dificuldade de manter o aparelho funcionando. Em situações de emergência, como tempestades e tornados que interrompiam o fornecimento de energia elétrica, sua família precisava recorrer a geradores para garantir o funcionamento da máquina. Também era cada vez mais difícil encontrar componentes e técnicos capazes de realizar reparos. Lillard passou a ser considerada a última usuária conhecida de um pulmão de aço nos Estados Unidos após a morte de Paul Alexander, em março de 2024. Alexander, que ficou conhecido mundialmente como "o homem do pulmão de aço", também contraiu poliomielite na infância e viveu mais de 70 anos utilizando o equipamento. A Covid-19 no Brasil 1 de 37 Um grafite representando o presidente Jair Bolsonaro e o novo coronavírus contra profissionais de saúde, em São Paulo — Foto: NELSON ALMEIDA / AFP 2 de 37 Um homem segura um tanque de oxigênio em Manaus. O sistema de saúde da capital amazonense está em colapso. Unidades de tratamento intensivo do hospital da cidade estão com 100% da capacidade nas últimas duas semanas, enquanto os profissionais da área médica lutam contra a falta de oxigênio e outros equipamentos essenciais — Foto: MICHAEL DANTAS / AFP X de 37 Publicidade 37 fotos 3 de 37 Coveiro com roupas de proteção no cemitério municipal Recanto da Paz, durante o enterro de uma vítima da COVID-19, na cidade de Breves, a sudoeste da ilha do Marajó, no Pará — Foto: TARSO SARRAF / AFP 4 de 37 Enterro, em 1º de junho, de Bruno Koki, fundador da ONG Eu Amo São Cristóvão, projeto social que entregou doações para pessoas vulneráveis durante a pandemia. Bruno morreu em decorrência da Covid-19 — Foto: RICARDO MORAES / REUTERS X de 37 Publicidade 5 de 37 Coveiros em trajes de proteção carregam o caixão de uma vítima do novo coronavírus no cemitério Recanto da Paz, no Pará — Foto: TARSO SARRAF / AFP 6 de 37 Artistas com balões vermelhos protestam em homenagem a pessoas que morreram pela COVID-19 no país, em Brasília — Foto: ADRIANO MACHADO / REUTERS X de 37 Publicidade 7 de 37 Profissional de saúde trabalha na enfermaria da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) onde são tratados pacientes infectados com o novo coronavírus, no hospital Santa Casa em Belo Horizonte, Minas Gerais — Foto: DOUGLAS MAGNO / AFP 8 de 37 Suzana Lisboa abraça seu pai, Raul Lisboa, 89 anos, através de uma cortina de plástico instalada em abrigo para idosos em São Paulo — Foto: RAHEL PATRASSO / REUTERS X de 37 Publicidade 9 de 37 Profissionais de saúde do governo viajam de barco para visitar uma comunidade ribeirinha de Santa Maria, a fim de testar os moradores como uma medida contra a pandemia de coronavírus no sudoeste da ilha de Marajó, no Pará — Foto: TARSO SARRAF / AFP 10 de 37 Funcionário de limpeza desinfecta uma rua no sudoeste da ilha do Marajó, no Pará — Foto: TARSO SARRAF / AFP X de 37 Publicidade 11 de 37 Pessoas se exercitam no primeiro dia de praias reabertas para esportes individuais, na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro — Foto: PILAR OLIVARES / REUTERS 12 de 37 Agentes de saúde testam uma moradora da comunidade ribeirinha de Roli Madeira, em no estado do Pará — Foto: TARSO SARRAF / AFP X de 37 Publicidade 13 de 37 Um agente de saúde mostra um teste Covid-19 na comunidade ribeirinha de Roli Madeira — Foto: TARSO SARRAF / AFP 14 de 37 Imagem de coveiros enterrando uma pessoa no cemitério de Nossa Senhora Aparecida, no bairro de Tarumã, em Manaus, durante pandemia de coronavírus Foto: MICHAEL DANTAS / AFP — Foto: MICHAEL DANTAS / AFP X de 37 Publicidade 15 de 37 Manifestante contrário ao governo brasileiro segura um cartaz representando o caixão de uma vítima da Covid-19 com a mensagem "30.000 mortes, e daí?", durante um protesto chamado "Amazonas pela Democracia", em referência à fala do presidente Bolsonaro — Foto: BRUNO KELLY / REUTERS 16 de 37 Pessoas são vistas através de uma câmera térmica usada para detectar altas temperaturas do corpo na rodoviária central e na estação central do metrô, em meio ao surto da doença por coronavírus (COVID-19) — Foto: ADRIANO MACHADO / REUTERS X de 37 Publicidade 17 de 37 Movimentação de passageiros na rodoviária central de Brasília, em meio ao surto de coronavírus — Foto: ADRIANO MACHADO / REUTERS 18 de 37 Membro do Médicos Sem Fronteiras olha para um garoto da tribo Warao, o segundo maior grupo indígena da Venezuela, que sofre de sintomas do novo coronavírus, em Manaus, no Amazonas — Foto: MICHAEL DANTAS / AFP X de 37 Publicidade 19 de 37 Coveiros vestindo roupas de proteção enterram o caixão de uma vítima da COVID-19, no cemitério São Luiz, em São Paulo — Foto: AMANDA PEROBELLI / Reuters 20 de 37 O presidente Jair Bolsonaro entrega, com um mês de atraso e no momento mais crítico da pandemia, hospital de campanha em Águas Lindas, no estado de Goiás — Foto: SERGIO LIMA / AFP X de 37 Publicidade 21 de 37 Profissional de saúde cuida de um paciente na enfermaria da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde pacientes infectados com o novo coronavírus estão sendo tratados no Hospital Público Doutor Ernesto Che Guevara, na cidade de Maricá, no Rio de Janeiro — Foto: MAURO PIMENTEL / AFP 22 de 37 X de 37 Publicidade 23 de 37 24 de 37 X de 37 Publicidade 25 de 37 26 de 37 X de 37 Publicidade 27 de 37 28 de 37 X de 37 Publicidade 29 de 37 30 de 37 X de 37 Publicidade 31 de 37 32 de 37 X de 37 Publicidade 33 de 37 34 de 37 X de 37 Publicidade 35 de 37 36 de 37 X de 37 Publicidade 37 de 37 Veja imagens marcantes da pandemia da Covid-19 no Brasil
Morre aos 78 anos a última americana que vivia em um 'pulmão de aço' após contrair pólio na infância
Martha Ann Lillard dependia do equipamento desde 1953; máquina dos anos 1940 estava se deteriorando e já não havia peças nem especialistas para repará-la












