Martha Lillard foi a última paciente com poliomielite nos Estados Unidos a utilizar um pulmão de aço, mas sua família disse à BBC que ela nunca deixou que isso a impedisse de viver plenamente.

Mesmo com o grande dispositivo de metal envolvendo seu corpo por horas todos os dias durante a maior parte de sua vida, Martha encontrou uma maneira de dirigir, dedicou-se à pintura e cuidou de seus amados cães da raça beagle.

"[Martha] era resiliente. Ela encontrava um jeito ou dava um jeito", afirma sua irmã mais nova, Cindy McVey.

Moradora de Oklahoma, ela morreu aos 78 anos, em 26 de junho. Embora a causa oficial da morte tenha sido registrada como síndrome pós-pólio e insuficiência pulmonar crônica, McVey atribui a morte da irmã aos efeitos da Covid de longa duração.

O pulmão de aço utiliza um sistema de pressão negativa. Acionado por um motor, seu fole extrai o ar do cilindro, criando um vácuo ao redor do corpo do paciente e forçando os pulmões a se expandirem e a absorverem ar. Quando o ar é readmitido, o processo inverso faz com que os pulmões se esvaziem.