O governo brasileiro deve aguardar a aplicação da nova etapa do tarifaço dos Estados Unidos contra o país, previsto para o dia 15 de julho, para decidir a forma de reação. Segundo a Lei de Reciprocidade, é permitida a aplicação de retaliações equivalentes em situações como essa, na esfera econômica.
As novas tarifas foram anunciadas pelo governo de Donald Trump no início de junho, propondo uma taxação de 25% sobre bens importados do Brasil. A decisão é fruto de investigação do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) que apurava práticas comerciais consideradas injustas. A decisão final sobre aplicação ou não cabe a Trump.
O tema foi discutido em reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com ministros e auxiliares nesta sexta-feira (10). Segundo participantes, a gestão espera que o anúncio da próxima quarta-feira (15) traga também um período de implementação da nova tarifa, o que permitirá um prazo de negociação.
A partir daí, o governo irá avaliar pedir exceções de aplicação das tarifas em determinados produtos e decidir de que modo, e se será necessário, aplicar uma retaliação recíproca.
A reunião desta sexta teve a presença dos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Márcio Elias (Indústria e Comércio). Há perspectiva de que haja reuniões a nível técnico ou ministerial entre Brasil e EUA antes da aplicação da nova tarifa.














