Em uma publicação nas redes sociais, presidente disse que está retendo sua assinatura 'em protesto', uma vez que Senado não aprovou projeto que muda regras eleitorais O presidente dos EUA, Donald Trump, gesticula ao embarcar no Air Force One no aeroporto de Genebra, após a cúpula do G7 na cidade vizinha de Évian (França), em Genebra, Suíça, em 17 de junho de 2026 — Foto: Martial Trezzini/Pool via REUTERS O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que não vai assinar um projeto de lei bipartidário voltado à ampliação da oferta de moradias, que ele classificou como "uma grande chatice", mas a medida poderá entrar em vigor mesmo sem sua assinatura. Em uma publicação nas redes sociais, Trump disse que está retendo sua assinatura "EM PROTESTO pelo fato de que o Senado dos Estados Unidos não é capaz de aprovar a LEI SAVE AMERICA". Trump diz que não vai assinar projeto bipartidário em retaliação pela não parovação da Lei SAVE America — Foto: Reprodução/Truth Social O projeto sobre moradia representa um raro exemplo de consenso entre republicanos e democratas em torno de uma legislação de grande alcance em um Congresso profundamente dividido. Entre seus principais dispositivos estão a dispensa ou aceleração das análises de impacto ambiental para projetos de construção de moradias e a imposição de um limite ao número de casas unifamiliares já construídas que grandes investidores de Wall Street podem possuir. Em 29 de junho, Trump classificou o projeto como "uma grande chatice" em comparação com a legislação eleitoral. Uma fonte a par do assunto disse que o presidente deve deixar o projeto de moradia entrar em vigor sem sua assinatura. Nesse caso, a proposta será automaticamente transformada em lei no sábado. Trump cancelou abruptamente, em 24 de junho, a cerimônia de sanção do projeto para pressionar os republicanos a aprovar a Lei SAVE America, que exigiria comprovação de cidadania para o registro de eleitores e criaria um cadastro nacional de eleitores com base em registros estaduais. Trump há anos faz alegações falsas de fraude eleitoral generalizada nos Estados Unidos. A proposta bipartidária rejeitada pelo mandatário permite que republicanos e democratas no Congresso, bem como candidatos ao Senado e à Câmara dos Representantes, reivindiquem parte do mérito por agir para conter o alto custo de vida, tema que lidera as preocupações do eleitorado às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato, em novembro. A recusa de Trump em sancionar o projeto, no entanto, pode dificultar que seus colegas republicanos usem a medida como vitrine política. "Os republicanos preferem dificultar o voto a facilitar o acesso à moradia", escreveu nas redes sociais o líder da bancada democrata na Câmara, Hakeem Jeffries. Os republicanos, em especial, precisam demonstrar avanços no combate ao alto custo de vida. Os democratas vêm criticando Trump pela imposição de tarifas sobre produtos importados, que elevaram os preços de bens de consumo e também dos insumos agrícolas. A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, criou gargalos no transporte marítimo no Oriente Médio, elevando os preços da gasolina para os americanos. Trump também se uniu aos republicanos no Congresso para impedir, no ano passado, a prorrogação de um subsídio à saúde, o que resultou em aumento dos custos médicos e redução do acesso aos serviços de saúde para milhões de pessoas. Apesar disso, Trump classificou a Lei ROAD para Habitação do Século 21 (21st Century ROAD to Housing Act) como "sem importância" em comparação com a Lei SAVE America. O presidente também já descreveu as preocupações com o custo de vida como "uma farsa".
Trump diz que não vai assinar projeto bipartidário sobre moradia que chamou de ‘grande chatice’
Em uma publicação nas redes sociais, presidente disse que está retendo sua assinatura 'em protesto', uma vez que Senado não aprovou projeto que muda regras eleitorais














