PUBLICIDADE Agente da DHBF recebeu homenagens de colegas, parlamentares e do prefeito Rodrigo Neves 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Carlos Alberto Freire Neto foi velado na Câmara Municipal e cremado em Pendotiba — Foto: Divulgação/Camara de Vereadores de Niterói RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/07/2026 - 12:24 Velório de Policial Morto em Ataque no Rio Reúne Homenagens e Suspende Audiência Pública O corpo do policial civil Carlos Alberto Freire Neto, de 35 anos, morto em um ataque no Muquiço, foi velado na Câmara de Niterói. Ele integrava a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense e foi homenageado por colegas e autoridades, incluindo o prefeito Rodrigo Neves. Durante o ataque, ele e três colegas foram alvejados por traficantes. O velório causou o cancelamento de uma audiência pública na Câmara. Após a cerimônia, o corpo foi cremado. As investigações continuam com a prisão de quatro suspeitos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O policial civil Carlos Alberto Freire Neto, de 35 anos, foi velado nesta quinta-feira (9) na Câmara Municipal de Niterói. O agente, morto durante um ataque a tiros na comunidade do Muquiço, em Guadalupe, na Zona Norte do Rio, era morador da cidade, pai de dois filhos e integrava, desde maio, a Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Antes disso, havia atuado na Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo e também integrou a equipe de segurança do vereador Douglas Gomes (PL). No fim do ano passado, o agente recebeu uma homenagem do vereador Renato Cariello (PDT), “em reconhecimento aos relevantes serviços prestados à segurança pública e à dedicação com que exerceu sua missão”. Carlos e mais três colegas estavam em viatura descaracterizada na comunidade do Muquiço, em Guadalupe, quando foram, segundo a Polícia Civil, atacados por traficantes. O plenário da Câmara recebeu familiares, amigos, policiais civis e militares, além de autoridades. Após a cerimônia, o corpo seguiu em cortejo para o Cemitério Parque da Colina, em Pendotiba, onde foi cremado. Em razão do velório, a audiência pública sobre Doenças Raras e Pessoas Atípicas, que seria realizada na Câmara, foi cancelada e será remarcada. Nas redes sociais, parlamentares e autoridades prestaram homenagens ao policial. O vereador Douglas Gomes afirmou que Carlos fazia parte da equipe de segurança de seu gabinete e destacou a relação de amizade construída ao longo dos últimos anos. — Hoje, não perdemos apenas um policial. Perdemos um amigo, um irmão de caminhada. Sua esposa perde um marido, seus filhos perdem um pai e a Polícia Civil perde um profissional exemplar. Carlos foi covardemente assassinado enquanto cumpria seu dever. Sua lealdade, sua coragem e sua amizade jamais serão esquecidas — escreveu. Confronto deixa dois policiais baleados e fecha Avenida Brasil 1 de 12 Nissan onde estavam os policiais atacados na comunidade do Muquiço — Foto: Marina Calderon / Agência O Globo 2 de 12 Nissan onde estavam os policiais atacados na comunidade do Muquiço — Foto: Marina Calderon / Agência O Globo X de 12 Publicidade 12 fotos 3 de 12 Policiais Civis baleados no Muquiço — Foto: Marina Calderon / Agência O Globo 4 de 12 Policiais Civis baleados no Muquiço — Foto: Marina Calderon / Agência O Globo X de 12 Publicidade 5 de 12 Avenida Brasil foi fechada na altura da comunidade, em Guadalupe, onde a Polícia Civil mobilizou dezenas de agentes e helicópteros da Core em uma operação — Foto: Marina Calderon / Agência O Globo 6 de 12 Policiais Civis baleados no Muquiço — Foto: Marina Calderon / Agência O Globo X de 12 Publicidade 7 de 12 Avenida Brasil foi fechada na altura da comunidade, em Guadalupe, onde a Polícia Civil mobilizou dezenas de agentes e helicópteros da Core em uma operação — Foto: Marina Calderon / Agência O Globo 8 de 12 Agente foram atingidos num confronto após ataque a viatura da SEPPEN — Foto: reprodução TV Globo X de 12 Publicidade 9 de 12 Um deles foi atingido na perna esquerda e o outro, na cabeça — Foto: Reprodução / TV Globo 10 de 12 Os feridos foram levados para o Hospital municipal Albert Schweitzer, em Realengo — Foto: Reprodução / TV Globo X de 12 Publicidade 11 de 12 A ocorrência está em andamento — Foto: Reprodução / TV Globo 12 de 12 Agente foram atingidos num confronto após ataque a viatura da SEPPEN — Foto: Reprodução / TV Globo X de 12 Publicidade O vereador Daniel Marques (PL) também lamentou a morte. — Hoje me despedi de um amigo, policial civil, que foi morto enquanto cumpria uma decisão da Justiça. O Rio de Janeiro não pode se acostumar com esse cenário. Não podemos normalizar famílias destruídas, policiais mortos e comunidades dominadas pelo medo — publicou. O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, destacou que Carlos era morador da cidade e classificou como inaceitável o cenário da violência no estado. — Meus sentimentos à família do policial civil Carlos Alberto Freire Neto, covardemente assassinado enquanto realizava diligências. Niteroiense e pai de dois filhos, é mais uma vítima da situação absolutamente inaceitável de domínio territorial pelo crime em várias regiões do Estado do Rio — escreveu. Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Civil lamentou a morte do agente e informou que Carlos ingressou na corporação em dezembro de 2023. Desde maio deste ano, atuava na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, onde, segundo a instituição, desempenhava sua função "com dedicação, coragem e compromisso com a sociedade". Relembre Carlos Alberto Freire Neto morreu na quarta-feira (8) após ser baleado durante uma diligência da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense na comunidade do Muquiço, em Guadalupe, na Zona Norte do Rio. Ele e outros três policiais estavam em uma viatura descaracterizada realizando um trabalho de reconhecimento quando, segundo a Polícia Civil, foram atacados por traficantes. O agente foi atingido na cabeça e levado ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, mas não resistiu aos ferimentos. Uma policial civil também foi baleada na perna, passou por cirurgia e permanece em estado estável. Após o ataque, a Polícia Civil realizou uma operação na comunidade com apoio de equipes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Quatro suspeitos foram presos e houve apreensão de material ilícito. A investigação sobre o caso está a cargo da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).