O governo Trump está revogando dezenas de regulamentações sobre armas de fogo, abandonando medidas rigorosas contra vendas ilegais, restaurando o direito à posse para algumas pessoas com doenças mentais e flexibilizando a fiscalização de transações privadas de armas.

O drástico recuo nas ações do Departamento de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos (ATF, na sigla em inglês) —a agência federal responsável por fazer cumprir as leis de armas do país, ligada ao Departamento de Justiça— não foi totalmente inesperado. O presidente Donald Trump fez campanha apresentando-se como um defensor dos direitos relacionados a armas de fogo.

Para críticos e até mesmo alguns veteranos da ATF, a agência, ao atender às demandas de proprietários e fabricantes de armas por uma redução da carga regulatória, está implementando mudanças em detrimento da segurança pública.

Eles temem que essas medidas ocorram em um momento em que o órgão já está enfraquecido, com centenas de seus agentes desviados para atividades de fiscalização imigratória.

Os defensores das mudanças argumentam que algumas das reversões devolveriam as regulamentações ao estado em que se encontravam há poucos anos, antes da posse do presidente Joe Biden.