Poeta paulista que tinha o crítico Antonio Candido como mentor é homenageada neste ano na Flip “A única coisa que [Orides Fontela] queria era publicar”, diz seu amigo Sílvio Rodrigues — Foto: Fritz Nagib/Divulgação Conhecida pelos versos filosóficos e sintéticos, Orides Fontela (1940-1998) possuía, em suas palavras, um “coração selvagem”. A referência ao livro de Clarice Lispector (1920-1977) não é à toa: assim como Joana, protagonista do romance “Perto do coração selvagem” (1943), Orides viveu constantes provações. Enfrentou a solidão, a pobreza e o machismo. Era reclusa e arredia, mas encontrava refúgio nos livros, no espiritualismo e na bebida. Em sua vida, a palavra foi sua sina e salvação.

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