Julieta chega para Romeu e pergunta: o que há num nome? "Se outro nome tivesse a Rosa, em vez de rosa, seria por isso menos perfumosa?"
Gregorio Duvivier suspeita que sim. Se ela se chamasse, sei lá, Valentina, capaz de ter cheiro de body splash de baunilha da Victoria’s Secret. Se fosse Alzira, cheiraria a bolo de fubá saindo do forno da vovó.
O ator, escritor e humorista apresentou a rinha de nomes nesta quarta (3), para uma audiência lotada na Feira do Livro, que transbordou da tenda principal e ocupou toda a praça central em frente ao Estádio do Pacaembu, em São Paulo.
A tese faz parte do seu novo livro, "Aos Pés da Letra", editado pela amiga poeta Alice Sant’Anna na Companhia das Letras.
A mesa fugiu do formato clássico de debate. Duvivier se apresentou sozinho, num monólogo, ele e um projetor para destacar num telão palavras e "despalavras" que o fascinam, como as inventadas pela filha Celeste, 3: "Papai, me desmolha?".















