Lançando o livro ‘Tudo sobre Deus’, ele volta ao Rio de Janeiro para participar da primeira edição do festival gratuito ‘Remexe Rio’, neste sábado: ‘Eu gosto do Brasil que inventou o samba’ O escritor angolano José Eduardo Agualusa — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/05/2026 - 18:19 José Eduardo Agualusa propõe renomear português como "Língua Geral" O escritor angolano José Eduardo Agualusa, uma das vozes mais relevantes da literatura lusófona contemporânea, propõe renomear a língua portuguesa como "Língua Geral", refletindo sua evolução além das fronteiras coloniais. Em visita ao Rio de Janeiro para o festival "Remexe Rio", Agualusa destaca a influência de diversas línguas e culturas sobre o português. Ele lança seu novo livro, "Tudo sobre Deus", abordando temas de finitude e memória. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma das principais vozes da literatura lusófona contemporânea, o premiado escritor angolano José Eduardo Agualusa volta ao Rio de Janeiro, cidade onde morou por dois anos, há mais de duas décadas, para falar sobre “As aventuras das Línguas Portuguesas” — assim mesmo, no plural. — Esta língua que todos os dias reinventamos, nós, angolanos, brasileiros, portugueses etc., foi-se construindo e sofisticando, ao longo dos séculos, através do namoro com muitos outros idiomas: o árabe, o kimbundo, o guarani, o kikongo, o umbundo, o macua e tantos outros — destaca, antes de propor um novo nome para a nossa língua. — Esta é verdadeiramente a nossa “Língua Geral”. Aliás, talvez seja uma boa altura para pensar numa designação que reflita o que a língua é hoje, não mais uma língua portuguesa, não mais um idioma colonial, de opressão, de exploração, de domínio, mas um território de encontros e de afetos, uma “Língua Geral”. Neste sábado, às 17h30, Agualusa conversa sobre a designação da língua com o português Marco Franco (dentro da Sala dos Archeiros, no Paço Imperial). O encontro é gratuito e não tem distribuição de senhas. É só chegar. No clima do debate, o escritor, que já foi traduzido para mais de 30 idiomas, diz que não tem uma palavra favorita da língua portuguesa: — Tenho muitas. Por exemplo, cafuné, que é uma palavra que tem origem no kimbundo, uma das muitas línguas que se falam em Angola. Capim, que vem do guarani. Oxalá, que vem do árabe; ou mar, ou mãe, duas palavras quase idênticas. O que mais o encanta e o que mais o entristece quando pensa no Brasil? — Quase tudo me encanta no Brasil. As pessoas e a natureza. A alegria, a generosidade, a gentileza dos brasileiros gentis, que são, felizmente, a larga maioria. O que mais me entristece no Brasil é o que mais me entristece no mundo: assistir ao crescimento da intolerância, do rancor, da brutalidade, da deselegância — afirma. — Eu gosto do Brasil que inventou o samba, que acolheu o cafuné e o calulu, que sabe tocar e abraçar. Gosto sobretudo do Brasil africano. O escritor está lançando o livro “Tudo sobre Deus” (Tusquets), romance ambientado no deserto angolano que investiga questões como finitude, culpa, redenção e memória a partir da relação entre um pai e uma filha. ‘Tudo sobre Deus’, de José Eduardo Agualusa — Foto: Divulgação
Premiado escritor angolano José Eduardo Agualusa propõe novo nome para a língua portuguesa
Lançando o livro ‘Tudo sobre Deus’, ele volta ao Rio de Janeiro para participar da primeira edição do festival gratuito ‘Remexe Rio’, neste sábado: ‘Eu gosto do Brasil que inventou o samba’












