O governador interino do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto, tem apresentado uma visão distinta da que defendeu ao assumir o cargo sobre a linha sucessória no estado. O novo entendimento justifica sua permanência à frente do Palácio Guanabara por mais de três meses.
Inicialmente, Couto advogava a tese de que sua interinidade se encerraria com a eleição do novo presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), em substituição a Rodrigo Bacellar (União Brasil), cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Agora, tem apresentado o entendimento de que prevalesce o nome apto a assumir o cargo de governador no momento da vacância do posto.
Em nota, o governo afirmou que o desembargador "não mudou de opinião".
"Ele exerce a função de chefe do Poder Executivo conforme determinação do Supremo Tribunal Federal. O desembargador aguarda o julgamento do STF, que tem poder de decisão sobre o tema", diz o comunicado.
O debate é crucial na discussão sobre quem deve conduzir o estado até a definição sobre como será escolhido o governador-tampão, que conduzirá o Palácio Guanabara até 6 de janeiro do ano que vem, quando se encerra o prazo do atual mandato.








