O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, afirmou nesta terça-feira (16) ter identificado uma espécie de captura do Executivo pelo Legislativo ao assumir o Palácio Guanabara.
Em palestra promovida pelo grupo Lide do Rio de Janeiro, o desembargador afirmou que deputados o procuraram para dizer que controlavam determinadas secretarias.
"Ao assumir o governo temporariamente, conversando com alguns deputados, eu recebia a seguinte informação: 'A secretaria tal é minha, a secretaria tal é minha'. E aí devemos perguntar, essa modalidade de gestão está certa ou não está? Quem é o gestor? É o chefe do Executivo ou é o Legislativo? Hoje nós temos um sistema preocupante, não apenas no âmbito do estado, pelo visto dos municípios, mas também da União. Nós devemos refletir até onde há uma captura do chefe do Executivo pelo Parlamento e se essa captura é correta", disse ele, no evento realizado no Copacabana Palace.
Couto também vinculou a entrega de cargos do Executivo com o período eleitoral.
"Há pouco, questão de uma semana, foi noticiado que estados que não eram deficitários chegaram ao final de seu governo atual com déficit. Isso se dá por quê? Por que no ano eleitoral nós temos uma tendência ao déficit público dos estados? Qual o custo da eleição? Será que o custo que nós estamos vendo é o custo real? Aquele repasse com verbas públicas seria o ideal?", afirmou o governador interino.








