Eu não sou fã de futebol, mas de desempenho extraordinário, então não acompanho o esporte, mas assisto alegremente a jogos que prometem espetáculo de uma forma ou de outra, como Alemanha x Curaçao, Argentina x Cabo Verde, mais os jogos da França, com Mbappé e Dembélé juntos em campo nesta Copa do Mundo. Com isso, só registrei desta vez a parada técnica para hidratação, instituída à discrição do árbitro em Copas lá em 2014, mas agora tornada obrigatória pela Fifa.

Sei que ela é controversa entre os aficionados. Muitos reclamam da interrupção no ritmo do jogo. Quando finalmente notei a novidade, eu reclamei foi de outra coisa: achei que era a Fifa cedendo à pressão da televisão estadunidense, que não gosta do caráter contínuo do futebol que não dá oportunidades para transmitir anúncios. É claro que a televisão tem muito dinheiro a ganhar com mais pausas com mais anúncios. Além disso, o telespectador daquele país está acostumado ao futebol americano, de cronômetro intermitente e cujas várias interrupções espontâneas mais outras tantas programadas transformam os 60 minutos oficiais em maratonas de às vezes três horas ou mais.

Mas a parada técnica em questão faz todo sentido. O problema é que, aqui no Brasil, ela foi traduzida como "para hidratação", o que diverte minha prima (que suprime risinhos toda vez que a pausa é anunciada porque o cérebro dela complementa a "hidratação" com... "capilar"!) e não faz jus ao que ela realmente é.