Enquanto os algoritmos dos serviços de streaming priorizam o formato de singles e músicas curtas, dois astros da música pop apostaram em trabalhos que vão na direção oposta, produzindo seus melhores discos em décadas.
Madonna e Paul McCartney lançaram, ela na sexta-feira 3 e ele em maio, álbuns conceituais que trazem músicas alinhadas em torno do mesmo tema e são feitos para ser ouvidos na íntegra. Madonna foi ainda mais radical: fez um disco sem intervalo entre as faixas.
Os dois trabalhos também têm em comum o fato de mergulhar na história de vida de cada um dos artistas.
Confessions 2, de Madonna, é uma continuação de Confessions on a Dance Floor (2005), retomando, depois de um hiato de 20 anos, a parceria bem-sucedida com o produtor Stuart Price. As canções, cujos versos giram em torno da ideia de “pista de dança”, tão constitutiva de sua carreira, abordam questões que permeiam sua obra desde o primeiro disco: liberdade de expressão, diversidade, comunidade, tabus e prazer.
Em The Boys of Dungeon Lane, Paul McCartney também mergulha na própria biografia. Em todas as faixas, McCartney relembra sua infância e adolescência em Liverpool, cidade onde nasceu e formou os Beatles. Sua ideia, disse ele em entrevistas concedidas à imprensa internacional, era fazer um disco “honesto”, que refletisse seus 84 anos, mas que não fosse saudosista.











