O ano era 1962, a sétima edição da Copa do Mundo seria disputada no Chile.
Na ocasião, a CBD, antecessora da CBF, definiu uma pequena cidade na região de Valparaíso para servir de sede para a seleção brasileira. O local escolhido foi Quilpué, um povoado com apenas 40 mil habitantes, dono de um clima agradável, encravado entre o mar e a Cordilheira dos Andes.
A tranquilidade da cidade, com a proximidade de Viña del Mar, onde ocorreriam os jogos do Brasil até as quartas de final, foi o predicado que fez os cartolas brasileiros decidirem pelo local. Os dirigentes queriam manter os craques canarinhos longe da boemia.
Mas calma, você não está lendo um texto do caderno de esportes. O fato curioso é que, nessa mesma época, a família do escritor chileno Roberto Bolaño vivia exatamente em Quilpué.
Durante uma entrevista para a extinta revista chilena Qué Pasa, em julho de 1998, Bolaño revelou ao jornalista Marcelo Soto uma anedota que poucos sabiam. Quando criança, o escritor conheceu nada menos do que Pelé, Garrincha e companhia.







