Em um estaleiro de Estocolmo, 400 anos atrás, começou a construção do Vasa, o orgulho da marinha sueca. O rei Gustavo Adolfo estava em guerra e deu ordens aos seus construtores navais para erguer algo impressionante. Conforme as instruções do rei, o Vasa foi projetado de forma ambiciosa, fortemente armado e luxuosamente decorado.
A construção e o aparelhamento levaram dois anos. Foi assim que, há 398 anos, o navio iniciou sua viagem inaugural, navegando diante dos súditos do rei que o aclamavam, com ambas as fileiras de portinholas de canhões abertas, prontas para disparar uma salva.
Deve ter sido um espetáculo impressionante, com o mastro mais alto erguendo-se quase 50 metros acima da água, e a popa ornamentadamente esculpida do navio elevando-se sobre as ondas como se um órgão de catedral barroca tivesse flutuado para o Báltico.
Nada disso durou mais do que alguns minutos. O Vasa havia derivado por cerca de 1,5 quilômetro quando uma rajada de vento atingiu o navio de lado, empurrando-o para uma inclinação acentuada —acentuada o suficiente, na verdade, para que algumas das portinholas de canhões mergulhassem abaixo da linha d'água.
O navio estremeceu e então afundou rápida e inexoravelmente até o fundo do porto, com marinheiros desesperadamente agarrados aos mastros enquanto estes se projetavam acima da superfície.








