País conseguiu, pela primeira vez, retirar os destroços de uma embarcação que afundou durante uma viagem comercial; graças a esse feito, será possível estudar sua estrutura e os materiais de construção 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Navio romano naufragado há 1700 anos é recuperado do fundo do mar próximo a ilhas espanholas — Foto: Divulgação / Arqueomallornauta RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 06/07/2026 - 19:41 Navio Romano de 1700 Anos Reflutuado nas Ilhas Baleares Um navio romano mercante, que afundou há 1700 anos, foi recuperado nas Ilhas Baleares, Espanha, após quatro meses de trabalho. O Ses Fontanelles, construído no século IV d.C., foi reflutuado, permitindo agora um estudo detalhado da embarcação e seus materiais. A operação, realizada por Arqueomallornauta e apoiada por mergulhadores da Marinha, recuperou 600 peças, incluindo ânforas com inscrições comerciais. A descoberta e restauração, a cargo do Museu Nacional de Arqueologia Subaquática de Cartagena, promete revelar mais sobre o comércio romano. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Espanha alcançou um marco em seu patrimônio histórico ao recuperar um navio mercante imperial romano do fundo do Mar Mediterrâneo. O navio afundou há 1700 anos. Até então, os arqueólogos só podiam estudar esse tipo de embarcação utilizando equipamentos de mergulho especializados. Agora, poderão fazê-lo em terra firme. A operação ocorreu ao largo da costa de Palma de Maiorca. O Ses Fontanelles foi construído no século IV d.C. e é um dos cerca de dez navios localizados nas Ilhas Baleares, na Espanha. Essa façanha representou a primeira operação de salvamento bem-sucedida, resultando na recuperação completa da embarcação, que foi reflutuada após séculos. A tarefa levou quatro meses e, segundo pesquisadores, abre caminho para o estudo minucioso e seguro da estrutura romana típica da Antiguidade Tardia. A organização Arqueomallornauta, composta por diversas universidades espanholas e com a colaboração de mergulhadores da Marinha, trabalhou na preparação de moldes de fibra de vidro para remover o navio e preservar o casco. Um total de 600 peças foram recuperadas, incluindo fragmentos de madeira e carga, que ajudarão a reconstruir a história do navio. Operação removeu 600 peças de navio naufragado do fundo do mar — Foto: Divulgação / Arqueomallornauta O naufrágio do Ses Fontanelles foi de uma embarcação mercante de 12 metros de comprimento e 5 metros de largura que partiu de Cartagena carregando 300 ânforas contendo azeite, vinho e molhos da época romana. Acredita-se que seu destino final tenha sido Roma ou outra província do Mediterrâneo ocidental. Por que o navio afundou? Segundo investigações realizadas há alguns meses, uma tempestade na Baía de Palma dificultou a navegação, causando o naufrágio da embarcação na área conhecida como Ses Fontanelles. Em 2019, durante a remoção do fundo do mar, as embarcações foram descobertas, muitas delas seladas e contendo restos de material orgânico com mais de 1000 anos. Ânforas encontradas em navio naufragado eram usadas para transporte de azeite, vinho e molhos da época romana — Foto: Divulgação / Arqueomallornauta Além do estado de conservação do navio, o que impressiona e representa um tesouro histórico é o conteúdo das ânforas, as inscrições pintadas conhecidas como “tituli picti”, anotações comerciais que permitiam identificar os nomes de comerciantes, escribas e até mesmo referências fiscais relacionadas ao transporte. Graças a uma moeda encontrada na base do mastro, provavelmente colocada como parte de um ritual de fundação do navio, foi possível determinar a idade em que ele nasceu, no ano de 320 d.C., quando a peça de metal foi cunhada. O Museu Nacional de Arqueologia Subaquática de Cartagena dedicará todos os seus recursos à restauração do navio e à aplicação dos tratamentos necessários para garantir sua preservação ideal. A previsão é que ele seja aberto ao público no outono espanhol. Primeira varredura em 3D do 'Titanic' revela detalhes do naufrágio 1 de 8 Empresa fez varredura digital do Titanic que pode esclarecer condições do naufrágio — Foto: Divulgação/ATLANTIC PRODUCTIONS/MAGELLAN 2 de 8 As imagens, até então inéditas e divulgadas nesta quarta-feira, podem ajudar os cientistas a determinar com mais precisão as condições do famoso naufrágio — Foto: Reprodução X de 8 Publicidade 8 fotos 3 de 8 As imagens reconstroem em detalhes o que sobrou do navio, afundado no mar a quase quatro mil metros de profundidade — Foto: Reprodução 4 de 8 O luxuoso transatlântico afundou após colidir com um iceberg em sua viagem inaugural da cidade inglesa de Southampton para Nova York — Foto: Reprodução X de 8 Publicidade 5 de 8 Mais de 1.500 pessoas morreram, dos 2.224 passageiros e tripulantes a bordo do navio, o maior transatlântico do mundo na época em que foi fretado — Foto: Reprodução 6 de 8 Os destroços do Titanic foram objeto de extensa exploração desde que foi descoberto pela primeira vez, em 1985, a cerca de 640 quilômetros da costa do Canadá — Foto: Reprodução X de 8 Publicidade 7 de 8 As câmeras nunca haviam sido capazes de capturar o navio em sua totalidade — Foto: Reprodução 8 de 8 A reconstrução foi realizada em 2022 pela empresa de mapeamento subaquático Magellan e pela Atlantic Productions, que está realizando um documentário sobre o projeto — Foto: Reprodução X de 8 Publicidade Luxuoso transatlântico afundou após colidir com um iceberg na viagem inaugural, em abril de 1912
Navio romano que afundou há 1700 anos é recuperado nas Ilhas Baleares, na Espanha, após quatro meses de trabalho
País conseguiu, pela primeira vez, retirar os destroços de uma embarcação que afundou durante uma viagem comercial; graças a esse feito, será possível estudar sua estrutura e os materiais de construção






