A PF cumpriu 2 mandados de prisão nesta quinta. Um contra o empresário Raphael da Silva Gonçalves, preso em casa na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio, e outro contra o PM e ex-assessor Robson Calixto Fonseca, o Peixe, também condenado no caso Marielle e já encarcerado. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), também expediu 21 mandados de busca e apreensão e determinou o bloqueio patrimonial no valor de R$ 100 milhões. Agora no g1 O que a PF descobriu “A investigação identificou que parte dos recursos provenientes de emendas parlamentares federais destinados a entidades sem fins lucrativos, que mantinham contratos e parcerias com órgãos da administração pública federal, teria sido desviada mediante pagamentos indevidos, utilização de empresas interpostas e mecanismos destinados a ocultar a origem e o destino dos valores”, explicou a PF. Esse esquema não tem qualquer relação com o atentado contra a vereadora, em março de 2018, no Estácio, na região central do Rio. “Segundo apurado até o momento, os investigados teriam utilizado organizações da sociedade civil (OSCs), pessoas físicas e pessoas jurídicas vinculadas ao grupo para movimentação financeira e ocultação patrimonial, com indícios de repasses realizados por meio de empresas e terceiros”, prosseguiu a PF. “Há suspeita de irregularidades nas parcerias celebradas com as OSCs investigadas, tais como superfaturamento, de conluio entre empresas participantes das cotações de preços e de inexecução contratual”, emendou. Os fatos investigados podem configurar os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.