A Polícia Federal cumpre nesta quinta-feira (9) dois mandados de prisão preventiva e 21 mandados de busca e apreensão em uma operação sobre suspeitas de desvios de emendas parlamentares destinadas a ONGs no Rio de Janeiro.
As emendas sob investigação são do ex-deputado federal Chiquinho Brazão, condenado por ter mandado matar a vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes. No ano passado, a Justiça tinha autorizado sua transferência para prisão domiciliar.
Os mandados foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Segundo a PF, são apuradas suspeitas dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Foram determinados bloqueios patrimoniais no valor de R$ 100 milhões.
A investigação, diz o órgão, "identificou que parte dos recursos provenientes de emendas parlamentares federais destinados a entidades sem fins lucrativos, que mantinham contratos e parcerias com órgãos da administração pública federal, teria sido desviada mediante pagamentos indevidos, utilização de empresas interpostas e mecanismos destinados a ocultar a origem e o destino dos valores".










