O Irã enterrou nesta quinta-feira (9) seu líder supremo assassinado, o aiatolá Ali Khamenei, no santuário mais sagrado do país.
O sepultamento em Mashhad, no nordeste do Irã, ocorreu após uma semana de cortejos fúnebres em massa, manifestações e cerimônias de luto que coincidiram com uma nova onda de conflito com os Estados Unidos após semanas de trégua.
O corpo de Khamenei foi transportado lentamente por um caminhão pelas ruas lotadas de Mashhad em direção à cúpula dourada e aos minaretes do Santuário do Imã Reza, ladeado por clérigos de turbantes brancos caminhando de cada lado. Enlutados vestidos de preto se aglomeravam logo atrás, agitando bandeiras iranianas, fotografias do falecido Khamenei e cartazes vermelhos com slogans revolucionários.
O sepultamento é o ponto culminante de uma semana de eventos fúnebres tanto no Irã quanto no Iraque, para os quais os líderes clericais da República Islâmica têm incentivado multidões enormes a comparecer, em um esforço para exaltar o poder e o fervor ideológico de seu Estado teocrático.
No entanto, apesar de ter sobrevivido a uma ofensiva de meses por parte de seus maiores inimigos, Estados Unidos e Israel, o Irã enfrenta enormes desafios internos, e o legado dos 37 anos de governo de Khamenei é amargamente contestado.














