Quatro acusados devem responder por homicídio com dolo eventual após tragédia na Ponte do Esqueleto 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Mulher é lançada em rope jump, mas sem cordas, no interior de SP — Foto: Redes Sociais RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/07/2026 - 08:07 Justiça de SP solta dois suspeitos no caso de morte em rope jump A Justiça de SP determinou a soltura de dois dos seis suspeitos presos pela morte de Maria Eduarda, de 21 anos, em salto de rope jump. A jovem morreu após ser lançada sem cordas em Limeira. Quatro pessoas ainda respondem por homicídio com dolo eventual. O MP acusa a equipe de negligência e de tentar eliminar provas. A organizadora é acusada de omissão e fraude processual. O caso gerou repercussão nacional. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Justiça determinou a soltura de dois dos seis suspeitos presos pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, em 13 de junho. A jovem foi lançada sem cordas durante um salto de rope jump, em Limeira, no interior de São Paulo, e não resistiu aos ferimentos. A liberdade foi concedida a João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, que estavam presos temporariamente desde 20 de junho. Na decisão de soltura, a Justiça considerou que "os elementos probatórios produzidos ao longo da presente investigação não evidenciaram indícios suficientes de autoria" em relação à dupla. Por isso, ambos não foram indiciados, a prisão foi revogada. Outras quatro pessoas envolvidas foram denunciadas pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), na terça-feira: Luís Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne Dos Santos Gonçalves. Segundo a denúncia, os três instrutores responderão por homicídio com dolo eventual qualificado, enquanto a quarta denunciada — organizadora do evento de saltos — é acusada do mesmo crime por omissão imprópria e também de fraude processual por tentar eliminar provas da investigação. Na denúncia, o MPSP afirma que os responsáveis pela atividade tinham conhecimento dos riscos envolvidos, mas deixaram de adotar medidas básicas de segurança, como verificar se a corda estava conectada ao peitoral da vítima e realizar a dupla checagem dos equipamentos antes do salto. Segundo a Promotoria de Justiça de Limeira, os denunciados atuavam sem divisão clara de responsabilidades, promoviam a atividade comercialmente sem cumprir as exigências legais e priorizavam o retorno financeiro e a divulgação dos saltos nas redes sociais em vez da segurança dos participantes. De acordo com o Ministério Público, a organizadora do evento tinha a responsabilidade de garantir o cumprimento dos protocolos mínimos de segurança e de suspender a atividade diante de irregularidades, mas não tomou essas providências mesmo após ter conhecimento de uma falha operacional semelhante ocorrida anteriormente. A denúncia também a acusa de fraude processual por, supostamente, determinar a localização da câmera GoPro usada pela vítima e a exclusão das imagens gravadas para dificultar as investigações. Segundo a Promotoria, o equipamento ainda não foi localizado. Na denúncia, foi exigida a manutenção da prisão preventiva dos três homens investigados e a conversão de prisão temporária da organizadora em preventiva. Além disso, os promotores solicitaram que, em caso de condenação, a Justiça determine o valor mínimo de indenização pelos danos causados em R$ 200 mil. Tragédia em Limeira Maria Eduarda Rodrigues morreu no dia 13 de junho após ser lançada de uma ponte de aproximadamente 40 metros sem estar presa à corda de segurança durante um salto de rope jump, na chamada Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo. Imagens do acidente, que repercutiram nacionalmente, mostram a jovem sendo conduzida por três instrutores até a plataforma e lançada na modalidade conhecida como "aviãozinho". Segundo especialistas, o procedimento ignorou protocolos básicos de segurança, como a chamada dupla checagem da conexão da corda antes do salto. De acordo com a polícia, o grupo responsável pela atividade não possuía empresa formalizada.