O destino escolhido por aves migratórias para passar o inverno não depende apenas dos genes. Um experimento que trocou ovos entre ninhos na Holanda e na Suécia mostrou que o ambiente onde os filhotes crescem também influencia essa decisão.
Os resultados da pesquisa foram publicados no último dia 25 na revista científica Science.
No experimento, pesquisadores da Universidade de Groningen (Holanda) e colegas do Reino Unido, Noruega, Rússia e Espanha acompanharam três grupos de papa-moscas-pretos (Ficedula hypoleuca): indivíduos oriundos de ovos geneticamente holandeses nascidos em solo holandês; indivíduos geneticamente holandeses, mas que foram levados (ainda nos ovos) para nascer na Suécia; e indivíduos geneticamente suecos e nascidos em território sueco.
Os autores instalaram pequenos geolocalizadores nas aves e acompanharam seus deslocamentos ao longo de cinco anos.
A expectativa era que, caso a migração fosse determinada apenas pela genética, as aves holandesas nascidas na Suécia seguiriam exatamente o mesmo destino de inverno que as aves geneticamente holandesas criadas na Holanda.








