O risco de colapso de um outrora prédio comercial que está em reforma em uma das regiões mais importantes de Manhattan, em Nova York, reacendeu o debate sobre um dilema de política urbana que há anos atinge uma das cidades mais famosas do mundo: a crise de moradia.
Desde os anos 1990, e de maneira mais intensa após a pandemia de Covid, Nova York mergulhou em uma equação difícil de resolver. Há mais pessoas do que casas; e os aluguéis inflam em medida inversa em relação à renda das famílias. Morar na cidade ícone dos Estados Unidos é uma tarefa cada vez mais difícil.
No início desta semana, o Corpo de Bombeiros da cidade recebeu uma série de denúncias de que a antiga sede da gigante farmacêutica Pfizer, localizada no cruzamento da rua 42 com a Segunda Avenida e em meio a obras para se tornar um prédio residencial, poderia desabar.
O edifício tem 37 andares, quase um arranha-céu, e as colunas que sustentam a estrutura do 21º estavam visivelmente cedendo, com várias rachaduras.
Toda a área ao entorno foi imediatamente esvaziada, o que afetou edifícios comerciais e hotéis, além de ter tido um impacto direto na comunidade brasileira: o Consulado do Brasil está no prédio em frente à antiga sede da Pfizer e teve de ser esvaziado às pressas. Nesta quinta-feira (9), o atendimento consular será retomado normalmente.













