PUBLICIDADE Bruno da Silva Loureiro, o Coronel do Muquiço, foi preso no mês passado, enquanto estava internado no Hospital Ronaldo Gazolla, em Acari 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 'Coronel', integrante do Terceiro Comando Puro (TCP), apontado pela Polícia Civil como mandante do assassinato da jovem que se recusos a sair com traficante — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 08/07/2026 - 12:18 Captura de Coronel do Muquiço: Golpe no Tráfico do Terceiro Comando Puro Bruno da Silva Loureiro, conhecido como Coronel do Muquiço, é apontado como chefe do tráfico na favela Muquiço, dominada pelo Terceiro Comando Puro. Preso enquanto internado em Acari, ele é acusado de ordenar execuções, incluindo a morte de Sther Barroso, o que provocou forte comoção. Ligado a crimes violentos, sua captura envolveu operação policial em hospital, reforçando o cerco contra o tráfico na região. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O intenso tiroteio que fechou a Avenida Brasil e deixou dois policiais civis feridos, na manhã desta quarta-feira, ocorreu na comunidade do Muquiço, em Guadalupe, área dominada pelo Terceiro Comando Puro (TCP). A região tem como principal chefia criminosa Bruno da Silva Loureiro, de 43 anos, conhecido como Coronel do Muquiço, preso no mês passado no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, onde estava internado para tratar uma infecção. Chefe do tráfico na comunidade que fica entre Guadalupe e Deodoro, ele é acusado de ordenar execuções, controlar territórios do Terceiro Comando Puro (TCP) e figura em investigações de crimes marcados pela extrema violência, entre eles o assassinato de uma jovem de 22 anos que teria sido espancada até a morte após se recusar a sair com um traficante durante um baile funk na Zona Oeste. Entre os crimes atribuídos a ele está a morte de Sther Barroso dos Santos, de 22 anos, assassinada após se recusar a sair com um traficante durante um baile funk em Senador Camará, em agosto do ano passado. Sther dos Santos tinha 22 anos; ela chegou ao hospital já sem vida — Foto: Reprodução Segundo parentes e a investigação da Polícia Civil, a jovem participava da festa quando foi abordada por um criminoso ligado ao tráfico. Após a recusa, teria sido retirada do local por traficantes, espancada e torturada. Horas depois, seu corpo foi abandonado na porta da casa onde morava, na Vila Aliança. Ela chegou a ser levada ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, mas já estava morta. O crime provocou forte comoção. A família afirmou que Sther não tinha qualquer envolvimento com atividades criminosas e vivia um momento de conquistas pessoais. A jovem estava tirando a carteira de habilitação, planejava se mudar para um novo apartamento e sonhava em constituir família. Nas redes sociais, a irmã relatou que havia ajudado Sther a se arrumar para o baile poucas horas antes do assassinato e afirmou que a família recebeu o corpo desfigurado pelas agressões. A Polícia Civil investiga se Bruno Loureiro foi o mandante do crime. Foi justamente esse inquérito que levou os investigadores a identificar a participação de Michael Johnny Vianna de Azevedo, ex-assessor do deputado estadual Val Ceasa (PRD). Segundo a Polícia Civil, Michael teria realizado uma transferência bancária relacionada ao pagamento prometido pela execução. Ele foi indiciado por sequestro e cárcere privado, homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O nome de Bruno voltou ao centro das atenções na última quinta-feira, quando uma operação do Ministério Público do Rio (MPRJ) que apura a ligação de agentes públicos com o TCP teve como um dos alvos o deputado estadual Val Ceasa. Durante a investigação, promotores identificaram vínculos entre integrantes e ex-integrantes do gabinete do parlamentar e membros da facção criminosa. Segundo a Polícia Militar, Bruno estava prestes a ser submetido a um procedimento cirúrgico quando foi preso. Paralelamente à ação, equipes do 41º BPM (Irajá) realizaram um cerco no entorno do hospital para garantir a segurança da operação. Apontado como um dos criminosos mais procurados do estado, Bruno da Silva Loureiro acumula anotações por homicídio, tráfico de drogas, roubo, lesão corporal, receptação, porte ilegal de arma e associação criminosa, segundo as forças de segurança. A ocorrência foi registrada na 39ª DP (Pavuna), e o policiamento permaneceu reforçado nos arredores do Hospital Ronaldo Gazolla após a captura.
Saiba quem é o chefe do tráfico do Muquiço, favela onde policiais civis foram baleados
Bruno da Silva Loureiro, o Coronel do Muquiço, foi preso no mês passado, enquanto estava internado no Hospital Ronaldo Gazolla, em Acari








