A líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, iniciou sua campanha eleitoral nesta quarta-feira 8, um dia após anunciar sua candidatura às presidenciais, apesar de uma condenação por desvio de dinheiro.
Cercada por apoiadores e jornalistas na comuna de La Flèche, oeste da França, conquistada por seu partido, o Reagrupamento Nacional (RN), nas eleições municipais, Le Pen minimizou as críticas à sua candidatura.
Condenada novamente em segunda instância na terça-feira pelo caso dos empregos fictícios no Parlamento europeu, ela foi autorizada a concorrer às eleições, embora tenha anunciado que recorrerá da decisão ao Tribunal de Cassação da França, o que lhe permite evitar o uso de uma tornozeleira eletrônica durante a campanha.
“O tribunal restabeleceu minha elegibilidade. Sou inocente e apresentei um recurso ao Tribunal de Cassação para provar minha inocência”, declarou. “É preciso correr riscos para vencer”, acrescentou.
A dirigente, de 57 anos, prepara-se para disputar pela quarta vez a Presidência nas eleições do próximo ano, naquela que seu partido anti-imigração considera sua melhor oportunidade até agora para chegar ao poder.










