Protestos eclodiram em Havana na noite desta terça-feira (7). Em atos dispersos, moradores bateram panelas, buzinaram e gritaram "acendam as luzes" enquanto milhões de cubanos permaneciam sem energia elétrica em meio a um bloqueio de combustível imposto pelos Estados Unidos que já dura seis meses.

Cuba sofreu um apagão nacional na segunda-feira (6) — o terceiro este ano — mas, embora as autoridades tenham afirmado que a maior parte do país havia sido reconectada à rede elétrica da ilha até o final de terça, muitos continuavam no escuro porque a ilha não tem combustível suficiente.

A operadora da rede elétrica do país, UNE, disse que havia reconectado a rede de Pinar del Río, no extremo oeste de Cuba, até Holguín, no leste. Santiago de Cuba, a segunda maior cidade da ilha, permanecia desconectada e sem energia, informaram as autoridades.

Os EUA cortaram o fornecimento de combustível de Cuba em janeiro de 2026 e depois impuseram novas sanções que provocaram um êxodo de empresas estrangeiras e um colapso quase total do turismo, numa tentativa de forçar o governo da ilha a sentar à mesa de negociações.

Os EUA buscam derrubar o governo de Cuba e têm exigido eleições democráticas e a libertação de prisioneiros políticos. Cuba e as Nações Unidas afirmam que as sanções do presidente americano, Donald Trump, são uma violação do direito internacional e dos direitos humanos dos habitantes da ilha.