Cuba anunciou nesta terça-feira (7) que restabeleceu mais de 30% do fornecimento de energia elétrica em Havana após um novo apagão nacional. A ilha vive uma crise energética agravada pelo bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos, que esgotou o estoque já reduzido de combustível para as usinas termelétricas.
Este foi o terceiro apagão nos últimos seis meses e o oitavo desde o fim de 2024. Segundo o boletim mais recente da Empresa Elétrica de Havana, foram restabelecidos circuitos de distribuição que beneficiam 262 mil clientes, o equivalente a 30,4% da capital.
"O restabelecimento acontece de forma gradual, à medida que as condições permitem", afirma ainda o comunicado a empresa. Em um pronunciamento na TV estatal, o diretor do setor de eletricidade do Ministério de Minas e Energia, Lázaro Guerra, afirmou que a falta de combustível "dificulta, indiscutivelmente, o processo de restabelecimento" da energia.
O líder cubano, Miguel Díaz-Canel, responsabilizou a política de sanções americana, a qual chamou de "bloqueio energético genocida". "Enquanto os Estados Unidos tentam induzir uma explosão social por asfixia, ao bloquear os acessos de combustível a Cuba, a UNE (União Elétrica de Cuba) se mobiliza", escreveu na rede social X.











