As tartarugas se locomovem dentro de seu próprio santuário blindado, se adaptaram para viver tanto na terra quanto na água e estão entre os animais mais longevos do planeta. Sua anatomia é tão incomum que é difícil determinar onde elas se encaixam na árvore da vida. De onde elas vêm? Quem é seu ancestral comum?
Muitos paleontólogos afirmaram que as tartarugas se originaram de um réptil antigo, o Eunotosaurus africanus, que viveu há 260 milhões de anos e tinha um conjunto largo de costelas que mais tarde se desenvolveu em um casco.
Outros estudos que se concentraram em evidências genéticas, no entanto, sugeriram que essas criaturas são na verdade mais semelhantes aos crocodilos e às aves e podem compartilhar um ancestral comum com eles.
Em um novo estudo, publicado no dia 8 deste mês na revista Current Biology, pesquisadores propõem uma resposta para esse debate.
Xavier A. Jenkins, pesquisador de pós-doutorado no Museu Americano de História Natural em Nova York (EUA), e seus colegas sugerem que as tartarugas não são remanescentes do antigo Eunotosaurus, e sim membros de um grupo de répteis chamados arcossauromorfos, que inclui aves ancestrais, crocodilos, pterossauros e dinossauros.









