Durante décadas, cientistas imaginaram que os primeiros representantes dos tetrápodes —grupo de animais vertebrados que inclui anfíbios, répteis, aves e mamíferos— passavam por um ciclo de vida semelhante ao dos anfíbios atuais, com uma fase larval aquática, seguida por transformações que preparariam o organismo para viver em terra. Mas um estudo publicado na última quinta (18) na revista Science contesta essa hipótese.
A partir da análise de fósseis preservados de tetrápodes primitivos da formação Mason Creek, nos Estados Unidos, pesquisadores concluíram que esses animais não apresentavam características típicas de larvas de anfíbios, como as brânquias externas de girinos e salamandras, e que tinham desenvolvimento direto.
A pesquisa foi liderada por Jason Pardo, pesquisador associado do Museu Field, em Chicago, e Arjan Mann, curador assistente de primitivos tetrápodes na mesma instituição. Eles analisaram dezenas de fósseis de vertebrados primitivos mantidos no museu e com idade aproximada de 350 milhões a 280 milhões de anos (período Carbonífero).
Muitos dos fósseis pertencem à linhagem de embolômeros, animais semelhantes a crocodilos que viviam em lagos rasos e podiam atingir até três metros de comprimento. Outros organismos são representantes de peixes com nadadeiras lobadas (chamados megalictídeos) e tetrápodes primitivos semelhantes a enguias (chamados aistópodes).










