Cientistas investigam há anos como as tartarugas marinhas sabem para qual direção nadar durante suas rotas migratórias. As evidências até agora apontam para um sistema capaz de captar o campo magnético da Terra, algo como uma bússola interna.

Mas as rotas podem ser afetadas por mudanças nas correntes oceânicas. Nesse caso, esses animais são capazes de recalcular a rota?

Em um experimento, pesquisadores observaram que as tartarugas-verdes (Chelonia mydas) em migração podem levar até 24 horas para fazer um ajuste de rota, em vez de adotar uma mudança repentina. Os dados indicam que o senso de navegação delas, embora suficiente para a sua biologia, é rudimentar.

Os resultados foram publicados na revista científica Science Advances na última quarta-feira (24).

Na pesquisa, o ecólogo marinho Graeme Hays, professor da Universidade de Deakin (Austrália), e colegas dos Estados Unidos, Itália e Reino Unido acoplaram dispositivos de rastreamento (tags) em seis fêmeas adultas de C. mydas após um período de desova no arquipélago de Chagos (oceano Índico).