PUBLICIDADE Rica em vitaminas, minerais e compostos antioxidantes, a planta também tem propriedades anti-inflamatórias e antibacterianas, segundo especialistas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Estragão: a erva aromática que faz bem para a digestão e pode beneficiar a saúde do fígado — Foto: Reprodução/ Magnific RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 07/07/2026 - 18:27 Estragão: Benefícios, usos e contraindicações na saúde e culinária O estragão, planta aromática valorizada na culinária e fitoterapia, possui propriedades digestivas, anti-inflamatórias e hepatoprotetoras. Rico em nutrientes, pode auxiliar na função digestiva e na saúde do fígado. Contudo, seu uso é contraindicado durante a gravidez, amamentação e para quem toma anticoagulantes, devendo ser consumido com orientação médica. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O estragão (Artemisia dracunculus), também conhecido como dragoncelo ou tarragão, é uma planta aromática da família das asteráceas, muito valorizada tanto na gastronomia quanto na fitoterapia. Seu aroma característico, que lembra anis, e seu sabor levemente amargo fazem dele um ingrediente essencial da culinária francesa. Além do uso culinário, são atribuídas à erva propriedades digestivas, anti-inflamatórias, antibacterianas e hepatoprotetoras, entre outras. Originário da Ásia Central, o estragão foi se espalhando por diferentes regiões do mundo até se tornar uma erva de grande importância culinária e medicinal. Foi introduzido na Inglaterra por volta da metade do século XVI e, no início do século XIX, chegou aos Estados Unidos, onde passou a ser cultivado na Califórnia. Ao longo da história, também teve diversos usos tradicionais: suas folhas e seu óleo eram aplicados no tratamento de feridas, irritações na pele e até na prevenção do escorbuto. É uma das ervas mais emblemáticas da culinária francesa e um ingrediente indispensável em diversos molhos e pratos clássicos, como frango ao estragão, bouillabaisse (tradicional ensopado de frutos do mar) e salmão aromatizado. Também é utilizado para temperar azeites, vinagres, queijos, saladas e marinadas. Por causa de suas propriedades digestivas, Yael Hasbani, health coach e especialista em medicina culinária, recomenda acrescentar o estragão a proteínas — alimentos que exigem maior esforço digestivo do organismo —, como carnes vermelhas e brancas. Ela ressalta, porém, que a erva também combina muito bem com vegetais, como aspargos e batatas. Outra dica importante da especialista é adicionar o estragão apenas no final do preparo ou no momento de servir. Caso contrário, o calor pode reduzir parte de seus nutrientes, especialmente os compostos fenólicos presentes na planta. Se o estragão for fresco, a recomendação é utilizar uma colher de sopa da erva. Já na versão seca, basta uma colher de chá, devido ao aroma e ao sabor mais concentrados. Principais benefícios do estragão O estragão é uma das ervas aromáticas que se destacam pelo alto teor de nutrientes, minerais e vitaminas. Entre seus componentes, a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) destaca proteínas, fibras, ferro, cálcio, magnésio, zinco e vitaminas A, C e B6. Na medicina tradicional, seu uso está associado à melhora da função digestiva. Segundo Hasbani, trata-se de uma erva com propriedades carminativas — que favorecem a eliminação dos gases intestinais e aliviam cólicas — e anti-inflamatórias, ajudando a reduzir o inchaço e a distensão abdominal. Outro possível benefício está relacionado à saúde do fígado. Um estudo publicado no Avicenna Journal of Phytomedicine mostrou que o extrato de estragão reduziu significativamente os danos hepáticos em roedores ao diminuir o estresse oxidativo. Embora ainda sejam necessários estudos em humanos, os resultados indicam um potencial efeito protetor da erva sobre o fígado. Outra pesquisa, intitulada "Inibição das funções dos neutrófilos e efeitos antibacterianos da infusão de estragão", demonstrou que o chá da planta foi capaz de reduzir o aumento de determinadas células do sistema imunológico, como IL-8 e TNF-α, substâncias relacionadas aos processos inflamatórios. Além disso, apresentou atividade moderada contra bactérias do gênero Staphylococcus. Contraindicações Em relação às contraindicações, o Conselho Geral de Farmacêuticos da Espanha alerta para o consumo da infusão ou do óleo essencial de estragão durante a gravidez e o período de amamentação. Hasbani também recomenda cautela para pessoas que utilizam medicamentos anticoagulantes, como varfarina, acenocumarol ou anticoagulantes orais de ação direta. Nesses casos, o consumo da erva deve ser feito somente com orientação de um profissional de saúde.
Efeitos do estragão no organismo e quem não deve consumi-lo
Rica em vitaminas, minerais e compostos antioxidantes, a planta também tem propriedades anti-inflamatórias e antibacterianas, segundo especialistas








