Um caminhão de 14 metros de comprimento partiu de Boa Vista na última quinta-feira (2) em direção a Santa Elena de Uairén, na Venezuela, para socorro das vítimas dos terremotos. O veículo estava carregado com alimentos, água potável, produtos de higiene, medicamentos, roupas, cadeiras de rodas e outros itens de primeira necessidade.
O número oficial de pessoas mortas pelos terremotos chegou a 3.685, segundo um comunicado divulgado pela ditadura venezuelana nesta terça-feira (7). De acordo com as autoridades, os feridos são mais de 17 mil.
A carga, de cerca de 17 toneladas, foi arrecadada em pouco mais de uma semana por quatro empresárias venezuelanas que reconstruíram a vida em Roraima após migrarem para o Brasil. A campanha começou depois que as organizadoras passaram a acompanhar, à distância, as notícias sobre os terremotos.
Em poucos dias, elas mobilizaram outros empresários, igrejas, instituições e moradores de Boa Vista e de outros estados para reunir donativos que seguirão, com apoio das autoridades do país, até La Guaira, a região mais atingida do dia 24 de junho.
"A gente via tantas famílias atingidas, amigos e parentes de amigos. Eu senti que precisava fazer alguma coisa além das orações", afirma a venezuelana natural de Puerto Ordaz, Katherine Motta, 32, empresária do setor de energia solar e estudante de jornalismo. Ela mora em Roraima há oito anos.







