A política de ultradireita Marine Le Pen afirmou na noite desta terça-feira 7 que pretende mesmo disputar a eleição presidencial do país, marcada para abril de 2027.

O anúncio, feito em entrevista a um canal de TV, ocorreu horas depois de um tribunal de recursos de Paris condenar Le Pen a uma sentença de três anos de prisão, sendo dois suspensos, e um ano de monitoramento com tornozeleira eletrônica, no âmbito de um escândalo milionário de desvio de fundos do Parlamento da União Europeia.

Apesar do revés na condenação, o tribunal relaxou a pena de inelegibilidade imposta no ano passado por uma corte de primeira instância, abrindo uma janela para que Le Pen possa se candidatar à sucessão de Emmanuel Macron, apesar da manutenção de outras medidas cautelares.

“Eu sou candidata esta noite”, disse Le Pen, ao canal TF1. “Quero recorrer a todas as vias legais para defender minha inocência neste caso”, declarou ela, confirmando ainda que pretende recorrer mais uma vez para a Corte de Cassação da França, mais alta instância para casos criminais.

“Fiquei feliz que os franceses tenham recuperado sua liberdade de votar e que o tribunal tenha restituído minha elegibilidade. Não existe mais nenhum cenário em que eu não possa concorrer em 2027”, disse ela. “Esperemos que a Corte de Cassação não cometa um erro”, concluiu, sobre seus planos de recorrer mais uma vez.