Seria justo que a última imagem de Lionel Messi em uma Copa do Mundo fosse a de um pênalti perdido? Não, não seria, mas era para isso que o argentino caminhava, neutralizado futebolisticamente e mentalmente pelo Egito, um adversário com vantagem de 2 a 0 já na reta final da partida.

Depois da Noruega de Erling Haaland, o Egito de Mohammed Salah completava a catástrofe das duas grandes potências da América do Sul.

Mas o plano de Messi nesta Copa não era ser lembrado como o "mumificado" de Atlanta, nem como o homem que, de oito pênaltis cobrados em Copas, errou quatro. Metade! Ao perder o pênalti que daria o empate aos 19 minutos, o ex-jogador do Barcelona confirmou que é humano: como todos, há algo em que ele não é tão bom. Com uma observação importante: há coisas em que ele é melhorque qualquer um. Ele é capaz, por exemplo, de marcar 21 gols em Copas, pelo menos um em cada uma das cinco partidas que disputou neste torneio.

E assim chegou o minuto 78, com um cruzamento de Messi na cabeça de "Cuti" Romero, levando a Argentina a se aproximar do gol. E assim surgiu uma jogada alucinante aos 83', com a bola quicando na área até que Messi a acertou com um chute furioso de esquerda para o 2 a 2. E assim chegou, aos 92', o cruzamento de Lautaro Martínez e a cabeçada precisa, suave e eterna, de Enzo Fernández. Um cartão-postal repleto de futebol.