Seleções disputam vaga nas quartas de final na terça-feira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Messi e Salah se enfrentam na terça-feira por vaga nas quartas de final da Copa — Foto: Paul ELLIS / AFP e Darrian Traynor / Getty Images via AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 06/07/2026 - 08:13 Argentina tenta superar dependência de Messi contra Egito na Copa A seleção da Argentina busca superar sua dependência de Lionel Messi ao enfrentar o Egito de Mohamed Salah nas oitavas de final da Copa do Mundo. Apesar de avançar com dificuldade após vencer Cabo Verde, a equipe argentina precisa melhorar seu desempenho coletivo para evitar surpresas. Messi, crucial em seus jogos, lidera a equipe, enquanto a Argentina espera maior contribuição de Lautaro Martínez e Julián Álvarez. O Egito, com uma defesa sólida e o talento de Salah, representa um desafio significativo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Argentina saiu viva da emboscada contra Cabo Verde, mas com uma certeza inquietante: continua excessivamente dependente do talento de Lionel Messi. Nas oitavas de final, diante do Egito de Mohamed Salah, terá uma última oportunidade para ajustar o funcionamento da equipe antes de a Copa do Mundo entrar em sua fase mais decisiva. A atual campeã mundial está desde sexta-feira em processo de reflexão. A primeira sensação após a vitória por 3 a 2 sobre Cabo Verde, garantida com um gol salvador nos instantes finais da partida, quando a disputa por pênaltis já se aproximava, foi de enorme alívio por evitar uma humilhação histórica. A Albiceleste também ficou abalada por ter flertado com a eliminação, embora os sinais de dificuldade já fossem perceptíveis desde o início do torneio. Messi, em sua sexta Copa do Mundo, participou diretamente de sete dos 11 gols marcados pela Argentina nas vitórias sobre Argélia (3 a 0), Áustria (2 a 0), Jordânia (3 a 1) e Cabo Verde, nos 16 avos de final. Quando a bola não passa pelos pés de seu capitão, a seleção argentina apresenta um futebol excessivamente estático e previsível, sem dar propósito ou intensidade à posse de bola. A equipe que conquistou o título mundial no Catar, em 2022, graças à sua intensidade e dinamismo tático, agora parece se acomodar à espera da inevitável inspiração de Messi, que marcou em cada um de seus últimos oito jogos de Copa do Mundo. Além do craque do Inter Miami, artilheiro do torneio ao lado de Kylian Mbappé e Erling Haaland, apenas Lautaro Martínez balançou as redes entre os atacantes argentinos, ao converter um pênalti contra a Jordânia. O camisa 9, que soma apenas esse gol em dez partidas de Copa do Mundo, foi titular nos quatro jogos da Argentina nesta edição, à frente de Julián Álvarez. Parceiro de Messi na campanha do título no Catar, quando marcou quatro gols, Julián, conhecido como "La Araña", tem passado despercebido neste Mundial, sem gols nem assistências em seus 200 minutos em campo. À espera de Lautaro e Julián Ainda assim, Lautaro Martínez e Julián Álvarez receberam no fim de semana o apoio de um dos maiores atacantes da história da Argentina, Gabriel Batistuta, que lembrou que ambos estão entre os centroavantes mais respeitados do futebol mundial. — São estrelas mundiais (...) Acho que estão fazendo tudo perfeitamente — afirmou Batistuta, o segundo maior artilheiro da história da seleção argentina. — Sempre esperamos que façam gols, mas, neste momento, quem está marcando é o Messi. — Não é algo que nos preocupe — disse o técnico Lionel Scaloni sobre a concentração dos gols no camisa 10. — Gostaríamos que os gols fossem distribuídos entre todos os jogadores da equipe, mas, enquanto tudo estiver funcionando e estivermos vencendo... — afirmou o treinador antes de os problemas ficarem evidentes diante de Cabo Verde. A partida confirmou que a Argentina não consegue criar superioridade pelos lados do campo, nem com os pontas nem com laterais de grande apoio ofensivo, o que também dificulta as infiltrações dos meio-campistas Enzo Fernández e Alexis Mac Allister. Com a engrenagem ainda longe do funcionamento ideal, a atual campeã tem superado os adversários graças à qualidade individual de seus jogadores, sobretudo a de um Messi às vésperas dos 40 anos, de cujos pés nasceram os três gols diante de Cabo Verde. Egito, sem nada a perder O confronto contra o Egito, outro adversário teoricamente inferior, deve servir para a Argentina recuperar confiança na defesa do título antes de possíveis duelos contra Colômbia e Inglaterra no caminho até a final de 19 de julho. Os Faraós são uma das duas únicas seleções africanas ainda vivas no torneio, ao lado de Marrocos, depois de eliminarem a Austrália nos pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo normal. As principais virtudes da equipe egípcia são a solidez defensiva e a competitividade, apostando depois no talento de Salah e na velocidade de Omar Marmoush, atacante do Manchester City. Salah, que era dúvida por causa de uma lesão antes da partida contra a Austrália, teve uma atuação discreta, mas mostrou personalidade ao converter sua cobrança de pênalti com uma cavadinha, no estilo Panenka. Atualmente sem clube, após encerrar sua brilhante passagem pelo Liverpool, Salah evita qualquer clima de despedida no que pode ser seu último grande torneio e pede aos companheiros que joguem sem medo. — Eu disse aos rapazes que este é o maior palco em que se pode jogar: 'Aproveitem e não deixem que a pressão tome conta de vocês — afirmou o outro camisa 10 que estará em campo em Atlanta.
Argentina quer se livrar da 'Messidependência' diante do Egito de Salah
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