Seleção árabe sob comando de Hossam Hassan enfrenta a Argentina na terça-feira após vencer a Austrália nos pênaltis na semana passada 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Honan Hassan, treinador do Egito, com as bandeiras da Palestina e do Egito — Foto: Molly Darlington / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 06/07/2026 - 20:20 Técnico Egípcio Hossam Hassan Expressa Apoio aos Palestinos na Copa O técnico da seleção egípcia, Hossam Hassan, expressou solidariedade aos palestinos antes do jogo contra a Argentina na Copa do Mundo, qualificando a situação em Gaza como "uma vergonha para todos". Após a vitória sobre a Austrália, Hassan ergueu a bandeira palestina, destacando a necessidade de humanidade e respeito. O conflito na região intensificou-se após um ataque do Hamas a Israel. No âmbito esportivo, Hassan assegurou confiança contra a Argentina, reafirmando a grandeza histórica do Egito. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O técnico da seleção do Egito, Hossam Hassan, fez nesta segunda-feira (6) um longo e emocionado pronunciamento em apoio à Palestina durante a entrevista coletiva antes da partida contra a Argentina, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, em Atlanta, nos Estados Unidos. O treinador foi questionado sobre o gesto de exibir uma bandeira palestina após a vitória do Egito nos pênaltis sobre a Austrália, na fase anterior da competição — o primeiro triunfo dos "Faraós" em um confronto eliminatório de um Mundial. — Se alguém nunca sentiu o sofrimento do povo palestino, é porque lhe falta humanidade — afirmou Hassan no início de um discurso que durou vários minutos. — Esse gesto partiu de mim porque sou um ser humano, assim como são seres humanos aqueles que estão morrendo — declarou. — É uma vergonha para o mundo inteiro, não apenas para o mundo árabe; uma vergonha para todos e, acima de tudo, uma vergonha para os responsáveis que deixam de lado vidas humanas. Segundo o treinador, em Gaza "as pessoas não têm nada para se proteger, nem da chuva, nem do frio, nem do sol escaldante. É uma vergonha para todos nós". — Por favor, deixem o povo palestino viver — pediu, antes de ser aplaudido por vários jornalistas presentes na sala de imprensa do estádio Mercedes-Benz, em Atlanta. Ordem de demolição de Israel ameaça campo de futebol em Belém 1 de 10 Ordem de demolição de Israel ameaça campo de futebol em Belém — Foto: John Wessels/AFP 2 de 10 No início de dezembro, quando as crianças chegaram para jogar, encontraram um bilhete do exército israelense na entrada do campo — Foto: John Wessels/AFP X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Israel ocupa a Cisjordânia desde 1967, onde frequentemente destrói casas e infraestrutura palestinas — Foto: John Wessels/AFP 4 de 10 Órgão do Ministério da Defesa israelense responsável por assuntos civis palestinos afirma que o acampamento foi construído sem autorização — Foto: John Wessels/AFP X de 10 Publicidade 5 de 10 Anton Salman, prefeito da cidade vizinha de Belém na época da construção do acampamento em 2021, confirmou à AFP que a construção foi legal — Foto: John Wessels/AFP 6 de 10 Município arrendou o terreno às autoridades da Igreja Armênia, a quem pertence, antes de permitir que o comitê popular do acampamento de Aida o administrasse em benefício dos moradores — Foto: John Wessels/AFP X de 10 Publicidade 7 de 10 Assim como outros campos de refugiados palestinos, Aida foi construído para abrigar algumas das centenas de milhares de pessoas que fugiram de suas casas ou foram forçadas a sair durante a criação de Israel em 1948 — Foto: John Wessels/AFP 8 de 10 Com o tempo, as tendas deram lugar a edifícios de concreto, que aumentaram em número à medida que a população crescia, e o campo de futebol tornou-se um dos poucos espaços abertos no campo densamente povoado — Foto: John Wessels/AFP X de 10 Publicidade 9 de 10 Equipes esportivas juvenis reveladas ali puderam viajar para o exterior para jogar, uma fuga bem-vinda do ambiente restritivo da Cisjordânia — Foto: John Wessels/AFP 10 de 10 A mobilidade restrita é um grande problema para a maioria dos atletas palestinos, pois impede que atletas de níveis de habilidade semelhantes, de diferentes cidades, treinem juntos — Foto: John Wessels/AFP X de 10 Publicidade Israel frequentemente destrói infraestruturas palestinas na Cisjordânia Antes de encerrar sua fala, Hassan também fez referência aos princípios de "Respeito" e "Fair Play" (Jogo Limpo) da FIFA. — Queremos respeito pelo ser humano. Queremos jogo limpo para que aqueles que não têm nada possam viver — concluiu. O ataque sem precedentes realizado pelo movimento islamista palestino Hamas contra Israel, em 7 de outubro de 2023, desencadeou uma ampla ofensiva israelense na Faixa de Gaza. Segundo o Ministério da Saúde do território palestino, administrado pelo Hamas, mais de 73 mil pessoas morreram desde então. Os dados do órgão são considerados confiáveis pela Organização das Nações Unidas (ONU). No aspecto esportivo, Hassan procurou reforçar a confiança de seus jogadores para que não se deixem intimidar pela Argentina de Lionel Messi. — Certamente todo mundo considera a Argentina favorita. Sabemos muito bem que será uma partida muito difícil, mas vamos tentar ser o mais ambiciosos possível — afirmou o treinador. — Não somos azarões. Somos uma grande nação, uma civilização com milhares de anos de história. Meus sonhos e minhas ambições não têm limites — concluiu.