0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Indústria de máquina e equipamentos brasileira é complementar à americana, explica diretora da Abimaq — Foto: Foto de Connor Lucock RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 07/07/2026 - 16:28 Impacto de Tarifas sobre Produtos Brasileiros Preocupa EUA e Brasil Em audiência do USTR, discutiu-se o impacto de tarifas sobre produtos brasileiros. A substituição por produtos nacionais americanos pode aumentar a dependência dos EUA da China, dado que, em muitos casos, a China seria a principal alternativa. Representantes brasileiros, como Roberto Azevêdo da CNI, sugerem negociações por setor para mitigar os efeitos negativos. A complexidade técnica das discussões trouxe algum otimismo, mas o resultado final é incerto. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A tecnicidade das perguntas aumentou no segundo dia das audiências promovidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) para discutir a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros, especialmente os da indústria. Quem estava na sala nesta terça-feira, conta que o questionamento mais recorrente da bancada americana dizia respeito ao impacto da tarifação para o mercado doméstico dos EUA e à possibilidade de substituir os produtos brasileiros por similares fabricados no próprio país. Um dos pontos que trouxe algum otimismo aos representantes brasileiros foi o fato de que, em muitos casos, a principal alternativa aos produtos e máquinas nacionais seria a importação da China. Como a disputa comercial entre Estados Unidos e China foi justamente o estopim da atual guerra tarifária, esse cenário alimenta a expectativa de que, se a tarifa de 25% ameaçada pelo governo Donald Trump não puder ser revertida, ao menos a lista de produtos excluídos da medida possa ser ampliada. A negociação por setor foi a principal proposta apresentada pelo embaixador Roberto Azevêdo, que representou a Confederação Nacional da Indústria (CNI), nos contou uma fonte presente na audiência. Para ele, o caminho mais eficaz seria sentar à mesa para discutir os entraves específicos de cada segmento, em vez de manter um tarifaço que já demonstrou ser prejudicial tanto para a economia americana quanto para a brasileira. Patrícia Gomes, diretora executiva de Mercado Externo e Comércio Exterior da Abimaq, em frente à Comissão Internacional de Comércio, em Washington — Foto: Arquivo pessoal Patrícia Gomes, diretora executiva de Mercado Externo e Comércio Exterior da Abimaq, afirmou que, no setor de máquinas e equipamentos, há uma relação de complementaridade com a cadeia produtiva americana, tanto a voltada ao mercado interno quanto à exportação a partir dos Estados Unidos. Ela ressaltou ainda que muitas multinacionais instaladas no Brasil integram estratégias globais de produção e abastecimento. Segundo a executiva, se a decisão final refletisse o nível técnico das discussões realizadas nas audiências, haveria motivos para tranquilidade. 'Há grande chance de ter um presidente que não seja antiamericano' em janeiro, diz Flávio Bolsonaro em audiência do USTR — No entanto, é uma incógnita qual será o resultado das audiências. Todo esse material será levado à mesa do presidente, e não sabemos se os aspectos técnicos irão prevalecer — afirma.