O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) não atendeu ao pedido do Republicanos para que entidades que atuam pelos direitos LGBTQIA+ retirem banners e faixas, em São Paulo, e removam de suas redes sociais postagens que promovam a campanha "Vote LGBT 2026".

O partido, do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), moveu a ação contra a Apolgbt (Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo), que é a responsável pela organização da Parada do Orgulho LGBT+, e pelo Instituto Plena Cidadania/VoteLGTB.

As duas entidades atuaram em parceria nas redes sociais e espalharam principalmente na região da Avenida Paulista, desde as vésperas da Parada — realizada no dia 7 de junho — , materiais gráficos com mensagens como "vote com consciência" e "a rua convoca, a urna confirma", além da circulação de boneco inflável.

Na ação, o Republicanos diz que "ainda que não haja pedido explícito de voto para um candidato específico, a campanha veiculada promove, de forma inequívoca, um 'voto de cabresto' em prol de um segmento ideológico, convocando o eleitor a apoiar "candidatos LGBTQIA+".

O partido também alega que trata-se de campanha eleitoral antecipada, e que a conduta em um evento que recebe subsídios públicos fere o princípio da paridade de armas e a lisura do processo eleitoral.