A medida reforça uma política baseada em rigor técnico, independência e preservação da confiança dos investidores em um mercado cada vez mais atento às práticas de governança. ID CTVM — Foto: Divulgação O mercado de capitais brasileiro atravessa um ciclo de amadurecimento marcado não apenas pelo crescimento da indústria de fundos, mas também pela ampliação das exigências relacionadas à governança, transparência e gestão de riscos. À medida que operações se tornam mais sofisticadas e estruturas de investimento ganham escala, aumenta também a responsabilidade das instituições que sustentam a infraestrutura desse mercado. Nesse cenário, a administração fiduciária passou a ocupar um papel ainda mais estratégico. Muito além do cumprimento das obrigações regulatórias, cabe ao administrador fiduciário assegurar que os fundos operem em conformidade com a legislação, preservar os interesses dos cotistas, acompanhar o cumprimento das regras estabelecidas para cada veículo e garantir que toda a estrutura funcione dentro dos padrões exigidos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Essa evolução também ampliou a importância da independência institucional. Em um ambiente no qual reputação, confiança e governança representam ativos fundamentais para o funcionamento do mercado, administradores fiduciários passaram a adotar critérios cada vez mais rigorosos não apenas para a estruturação e acompanhamento dos fundos, mas também para decisões relacionadas à continuidade de determinados mandatos. Cada vez mais, preservar a credibilidade construída ao longo dos anos tornou-se parte inseparável da atividade fiduciária. Em uma indústria baseada na confiança, decisões institucionais muitas vezes extrapolam aquilo que é exigido pela regulamentação e refletem compromissos permanentes com a segurança jurídica, a transparência e a proteção da própria integridade do mercado. Foi dentro dessa lógica que a ID CTVM decidiu renunciar à administração fiduciária dos fundos FIDC Hermon, FIDC Tabor, FIDC 112 e FIAGRO Goiana, anteriormente vinculados ao Banco Digimais. A decisão foi tomada de forma voluntária e preventiva, mesmo diante de a companhia ter desempenhado, durante todo o período de atuação, suas responsabilidades em absoluta conformidade com a legislação, as normas regulatórias e seus próprios processos internos de governança, compliance e diligência. A renúncia não decorre de qualquer irregularidade atribuída à atuação da administradora fiduciária. Ao contrário, representa uma decisão institucional voltada à preservação da confiança construída junto ao mercado e ao fortalecimento da independência que caracteriza sua atuação desde a fundação da companhia. Segundo Rodrigo Balassiano, diretor da ID CTVM, a decisão está alinhada aos princípios que orientam a estratégia institucional da empresa. A reputação da ID CTVM foi construída ao longo de mais de oito anos com independência, rigor técnico e absoluto compromisso com a governança. Sempre cumprimos integralmente nossas obrigações fiduciárias e não há qualquer questionamento sobre a nossa atuação. Ainda assim, proteger a confiança dos nossos clientes e a solidez da nossa marca é prioridade. Por isso, optamos pela renúncia desses fundos e seguimos totalmente dedicados aos mais de 550 fundos sob nossa administração, mantendo os mais altos padrões de excelência, transparência e compliance. Crescimento acompanhado por critérios cada vez mais rigorosos O fortalecimento da governança tornou-se um dos principais diferenciais competitivos da indústria de fundos nos últimos anos. O aumento do número de estruturas, a modernização regulatória promovida pela Resolução CVM 175 e a crescente sofisticação das operações elevaram significativamente o nível de diligência esperado dos administradores fiduciários. Nesse ambiente, processos de aceitação de novos fundos deixaram de representar apenas uma etapa operacional para se consolidarem como mecanismos permanentes de avaliação de riscos, conformidade regulatória e aderência aos padrões internos de cada instituição. Na ID CTVM, esse modelo acompanha a própria estratégia de expansão da companhia. Hoje, responsável pela administração de mais de 550 fundos e por um patrimônio superior a R$50 bilhões sob administração, a empresa desenvolveu uma estrutura de análise que envolve avaliações jurídicas, regulatórias, operacionais e de governança antes da aceitação de qualquer novo mandato. Esse rigor ficou evidente durante o processo de análise de estruturas relacionadas à Reag. Ao longo desse trabalho, mais de 150 fundos apresentados para eventual migração foram recusados por não atenderem aos critérios técnicos estabelecidos pela companhia. Apenas cerca de 42 estruturas, que cumpriam integralmente os requisitos de conformidade, governança e segurança operacional definidos pelos processos internos da ID, passaram a integrar sua administração. Mais do que uma política de crescimento, essa postura reflete a compreensão de que a atividade fiduciária exige autonomia para aceitar ou recusar estruturas com base exclusivamente em critérios técnicos e regulatórios, preservando a independência necessária ao exercício de suas responsabilidades. Governança como fundamento da atividade fiduciária Embora muitas vezes permaneça distante da percepção do investidor final, a administração fiduciária representa um dos principais mecanismos de sustentação da confiança no mercado de capitais. É ela que assegura o cumprimento das regras de funcionamento dos fundos, acompanha aspectos operacionais e regulatórios e atua como elemento central da governança dessas estruturas. À medida que a indústria continua evoluindo, cresce também a expectativa de que administradores fiduciários adotem decisões cada vez mais alinhadas à preservação da credibilidade institucional e da segurança do mercado. É nesse contexto que a decisão da ID CTVM deve ser compreendida. Ao renunciar voluntariamente à administração dos fundos anteriormente vinculados ao Banco Digimais, a companhia reafirma uma atuação baseada na independência técnica e na proteção da confiança construída ao longo de sua trajetória. Mantendo seu foco na administração dos mais de 550 fundos que permanecem sob sua responsabilidade, a ID CTVM segue investindo no fortalecimento de seus processos de governança, compliance e diligência, reafirmando seu compromisso com a transparência, a segurança operacional e a evolução sustentável do mercado de capitais brasileiro.
ID CTVM reforça compromisso com governança e independência fiduciária
A medida reforça uma política baseada em rigor técnico, independência e preservação da confiança dos investidores em um mercado cada vez mais atento às práticas de governança.








