Marca de calçados e acessórios é comandada por veterano que começou como vendedor 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Mr. Cat — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 06/07/2026 - 19:49 Mr. Cat: Reestruturação Focada em Dobrar Tamanho e Lucros A Mr. Cat, marca de calçados e acessórios, está em processo de reestruturação sob nova direção para superar uma dívida de R$ 93 milhões e uma crise no setor. Liderada por Celso Barreto, ex-vendedor da empresa, a meta é dobrar de tamanho em três anos, aumentando de 98 para 200 lojas até 2028 e elevando o faturamento de R$ 195 milhões para R$ 350 milhões, com foco em e-commerce e expansão de franquias. A reestruturação, liderada pela Tauá Partners, inclui redução de coleções e melhoria na qualidade dos produtos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os últimos dois anos foram atribulados para a Mr. Cat. A marca de calçados e acessórios entrou em recuperação extrajudicial para resolver uma dívida de R$ 93 milhões e mudou de dono, tudo em meio a uma crise no setor calçadista. Agora, sob o comando de um CEO que começou como vendedor da rede há quase 30 anos, a marca de origem carioca diz ter arrumado a casa com um plano ambicioso: dobrar de tamanho em três anos. — Nossa meta é sair das 98 lojas atuais para chegar a cerca de 200 unidades em 2028. Consideramos viável elevar o faturamento de R$ 195 milhões para R$ 350 milhões, incluindo o e-commerce — afirma Celso Barreto, que assumiu o cargo de CEO em janeiro. Medidas Embora, há uma década, a Mr. Cat já tenha tido 200 lojas, repetir esse feito será um desafio, já que até marcas capitalizadas, como a Arezzo — parte da Azzas 2154, maior conglomerado de moda da América Latina —, têm enfrentado dificuldades para expandir suas operações. Mas Barreto afirma que a gestão vem implementando mudanças para melhorar o desempenho operacional e recuperar o fôlego dos franqueados, que estão na base do negócio. — A gente tinha perdido o DNA. Mas, para recuperá-lo, começamos a recontratar várias pessoas que fizeram a Mr. Cat ser o que foi. Tivemos um processo de recuperação extrajudicial que está sendo bem aceito pelos credores. A dívida estadual foi zerada; falta ainda a federal — afirma Barreto, que, entre suas duas passagens pela Mr. Cat, foi diretor da Foxton no Grupo Soma (hoje parte da Azzas). Segundo o executivo, a reestruturação incluiu ainda a redução das coleções, que encolheram de uma média de 700 SKUs (peças únicas) para cerca de 400, com aposta em produtos que respondiam por uma parcela maior do faturamento. A equipe de estilo, acrescenta Barreto, voltou a viajar para polos globais da moda, como Londres e Milão, para pesquisar tendências, e a marca também passou a contar com revisores para melhorar a qualidade dos produtos junto aos fornecedores. A companhia também contratou a consultoria Value Bridge para ajudá-la a planejar sua estratégia de crescimento. Novos donos A reestruturação está sendo conduzida pela Tauá Partners, firma de investimentos especializada na reestruturação de negócios "estressados". A Tauá comprou a empresa em 2024, que até então era controlada pelo fundo americano HIG e pelos cofundadores Ari Svartsnaider e Alberto Zyngier. Enquanto 2028 não chega, a companhia tem metas mais imediatas. O plano é fechar o ano com faturamento de R$ 211 milhões e 118 lojas. — Também acreditamos que podemos acelerar o crescimento do e-commerce, que já avança 20% ao ano. Começamos ainda uma negociação para passar a operar em marketplaces, como a Dafiti. Mas vamos testar isso aos poucos. Nosso foco continua sendo os franqueados — diz o CEO, cujo primeiro emprego no grupo foi como vendedor da loja do Tijuca Off Shopping, na Zona Norte do Rio, cidade que concentra mais de 40% dos negócios da Mr. Cat.