Os ambientalistas aposentados jamais imaginaram que seriam detidos como suspeitos de terrorismo enquanto dirigiam para casa, após um piquenique tranquilo, em um santuário de aves nos arredores da capital da Turquia.
Mas foi isso que aconteceu no final de junho, quando a Turquia começou a implementar medidas de segurança intensas antes da cúpula da Otan, que é realizada nesta terça (7) e nesta quarta (8). As medidas provocaram a indignação da mídia e de organizações de defesa dos direitos humanos.
Os mais de 30 de ambientalistas detidos —a maioria voluntários na faixa dos 60 e 70 anos, ligados à ONG Fundação TEMA— foram questionados por agentes antiterrorismo se haviam recebido treinamento com armas.
Alguns dos detidos mais idosos precisaram de ajuda para subir lances de escada para seus interrogatórios.
O governo do presidente turco Recep Tayyip Erdogan prioriza rotineiramente a segurança, e a imagem de uma longa comitiva presidencial, às vezes composta por dezenas de veículos, não é incomum.












