Não quero ver a 22ª Emenda revogada. Mas admito certa frustração por ela ter nos negado a campanha de que a América precisava: um confronto direto entre Barack Obama e Donald Trump.
Obama e Trump são tão completamente opostos que parecem personagens saídos de uma obra de Charles Dickens. Sua divisão filosófica se reexpressa no temperamento, no estilo de falar, até na fisiologia.
Obama é magro, disciplinado, meticuloso e contido. Trump é corpulento, bombástico, espalhafatoso e incontrolável. Obama é definido por seu autocontrole sobre-humano, suas (exageradas) sete amêndoas levemente salgadas antes de dormir; Trump, por seus apetites sobre-humanos —por atenção, por fama, por dinheiro, por mulheres, por poder.
Mas a diferença mais profunda entre eles —o que representam que vai muito além deles mesmos— são suas visões opostas do que torna a América grandiosa, até mesmo suas visões opostas do que torna a América a América.
E embora não teremos a campanha que coloca esses dois homens e as duas visões que encarnam um contra o outro, nas últimas semanas, uma versão paralela desse debate se desenrolou. Tanto os sucessores de Obama quanto os de Trump deveriam prestar atenção.







